De acordo com a superintendente do Instituto Aço Brasil IABr, Catia Mac Cord Simões Coelho, o consumo do aço no Brasil é atípico para um país em desenvolvimento. São consumidos 100 Kg/hab/ano e representa 30% do setor da construção, contra 60% na China.
Largamente usado na construção civil, o aço pode estar presente como parte das obras ou como material principal. O sistema construtivo em aço permite liberdade no projeto de arquitetura, maior área útil, flexibilidade, compatibilidade com outros materiais, menor prazo de execução, racionalização de materiais e mão de obra, alívio de carga nas fundações, garantia de qualidade, maior organização nos canteiros de obras e precisão construtiva.
Com o objetivo de apresentar a viabilidade dos sistemas construtivos em aço, depois de passar por São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, chegou a vez de Porto Alegre conhecer a Vila do Aço. Numa realização do Instituto Aço Brasil, com apoio da Associação do Aço do Rio Grande do Sul - AARS, esta edição do evento integrou a programação da ExpoAcabamento, de 20 a 24 de outubro, em Porto Alegre, RS. Para mostrar as diferentes opções de aplicação do aço na construção civil, a Vila do Aço ocupou um espaço de 1650 m². A minicidade permitiu ao visitante visualizar de quais maneiras o aço pode ser aproveitado em projetos arquitetônicos, como casas, prédios e equipamentos urbanos. "A Vila do Aço apresenta as milhares formas de aplicações do aço e as contribuições que podem trazer para sociedade. Em comum, o fator de ser 100% reciclável. Tudo se torna um novo produto", declara Catia Mac Cord.
A superintendente enfatiza que o arquiteto, designer visitante da ExpoAcabamento pôde ver as aplicações do produto e usar os produtos industrializados do aço nos seus projetos. Na Vila do Aço estavam disponíveis profissionais para explicarem essas aplicações e processos de transformação.
"São cerca de 3000 tipos de aço no mundo e vários destes foram desenvolvidos nos últimos cinco anos. Temos que fazer, assim como a indústria automobilística, projetos específicos de aço para construção civil", sugeriu. Entre os destaques expostos na Vila do Aço estão edifícios residenciais com perfis estruturais em aço e alternativas para construção de casas que muito contribuem para redução do prazo total da execução da obra. Uma passarela com estrutura de aço, que proporciona travessias com vãos livres, demonstra como podem ser eliminados pilares no canteiro central das vias. São apresentadas ainda fachadas em aço inox, modulares e fáceis de instalar, além do sistema drywall para construção de paredes divisórias e forros.

A sustentabilidade também é umas das questões tratadas na Vila do Aço. Além de possibilitar uma construção limpa e do aço ser um material 100% reciclável, as construções com utilização do aço apresentam ótimo custo-benefício, permitindo rapidez em todo o processo de montagem.
O aço pode ajudar a transformar as cidades, ampliando as possibilidades de acesso da população à moradia, ao saneamento e ao transporte. Os sistemas construtivos em aço são opções não só para indústrias, galpões e edifícios comerciais, mas também para projetos residenciais. A evolução tecnológica do material revela sua versatilidade em atender também às mais diversas necessidades desses projetos, com velocidade, flexibilidade e durabilidade.
O Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre, Valter Nagelstein, visitou a vila e se surpreendeu com as possibilidades de uso do aço na construção civil. "O aço poderia fazer parte dos projetos que temos para a melhoria do mobiliário urbano" disse. Nagelstein afirmou que a construção civil tem potencial para ser a locomotiva do desenvolvimento da cidade, do Estado e do país. "Podemos usar mais passarelas em aço nas vias públicas também", afirmou o secretario.
O presidente do CREA-RS, engenheiro Luiz Alcides também passeou pela Vila do Aço e afirmou ser preciso "difundir essa cultura pelo país". "Vou sair daqui agora e só vou falar em aço", brincou o presidente do CREA.
Também entre os visitantes esteve o presidente da Fiergs, Paulo Tigre. O executivo fez perguntas técnicas sobre a aplicação e competitividade dos diferentes sistemas construtivos dispostos na vila. "Tem que colocar uma casa dessas em cada praça pública para as pessoas conhecerem", declarou.
CBCA / Revista Construsul - Nov/Dez 2010
Fotos: Divulgação Sul Eventos
Publicação: 10/02/2011