A etapa de fabricação dos elementos estruturais de ambas as pontes foi desenvolvida nas instalações do próprio fabricante (ver Figura 3) e o transporte dos mesmos até os canteiros de obra das respectivas pontes em dimensões compatíveis com o transporte normal.
As áreas de canteiro de obras para uma e outra ponte foram determinadas em função das condições de utilização distintas em que as mesmas se encontravam.
A ponte São José dos Dourados estava com o tráfego interrompido em função do acidente ocorrido e teve como praça de pré-montagem o próprio tabuleiro da ponte, nos vãos adjacentes ao sinistrado, visando reduzir ao máximo o caminho de lançamento da estrutura metálica, com minimização dos riscos pertinentes a este tipo de operação e conseqüentemente dos custos de montagem.
Para a ponte dos Barrageiros, o processo construtivo adotado teve por objetivo reduzir ao máximo possível a interrupção do tráfego sobre a ponte (aproximadamente 2000 veículos por dia), de modo a não causar grandes transtornos e prejuízos aos seus usuários.
Assim foi escolhida como praça de pré-montagem uma área ao lado da pista de acesso à ponte, próxima ao encontro T29/T30.


Pré-montagem de campo
As peças foram descarregadas na seqüência de pré-montagem começando entre os pórticos P6 e P7 pelo "Bico de Lançamento" (ver Figura 4).
O tabuleiro entre os pórticos 6 e 7 foi mantido desocupado em função da recuperação estrutural do pórtico 7, abalado por ocasião do acidente.
Como apoio, foram utilizadas fogueiras de dormentes de madeira nos locais das transversinas estrutura metálica.


Fig. 4 - Montagem da estrutura metálica no canteiro de obras sobre a ponte São José dos Dourados
Para a fase de rebaixamento foram usados pequenos bicos nas extremidades da estrutura.Toda a fase de pré-montagem foi acompanhada por uma equipe de topografia, de controle dimensional e das emendas para garantir a qualidade da obra.
Todas as emendas foram soldadas e os testes de controle de qualidade com líquido penetrante e ultra-som realizados segundo as especificações do projeto executivo e do manual de montagem.
A pista de rolamento recebeu nesta fase, um revestimento de pavimento especial, tipo "Dermasphalt", para permitir uma aderência uniforme em toda a superfície externa metálica do tabuleiro. Este tipo de pavimento tem o peso da ordem de vinte por cento em relação ao do pavimento asfáltico convencional.
Lançamento longitudinal
Após a conclusão da pré-montagem de todo o conjunto metálico (bico de lançamento e vão treliçado) a carga foi retirada de cima das fogueiras e colocada, com auxílio de macacos hidráulicos, sobre três vigas de apoio que eram posicionadas e travadas sobre os pórticos da ponte existente e equipadas com roletes deslizantes (do tipo "tartaruga", ver Figura 5).

Fig.5 - Dispositivo de deslocamento utilizado no lançamento das estruturas metálicas


Em seguida foi instalado sobre a ponte, na região oposta à da montagem, entre os pórticos 9 e 10, o sistema de tração constituído por um guincho com capacidade de 50 toneladas e alguns cabos de aço que atravessavam o vão rompido e, com um dispotivo de roldanas eram distribuídos para os pontos de amarração da estrutura metálica.
Foi testado o seu funcionamento e iniciou-se então o deslocamento longitudinal da estrutura, com a colocação de contrapesos na região posterior da mesma, quando tal contribuição era necessária (ver Figuras 6a e 6b).
Estando posicionada sobre o local definitivo, a estrutura metálica foi apoiada provisoriamente sobre os pequenos bicos projetados para tal e a treliça de lançamento foi desmembrada. A estrutura foi então rebaixada sobre os apoios definitivos (ver Figura 7) e foram instaladas as transições de pistas e os demais acabamentos.



