Bom comportamento termoacústico e elevada resistência ao vento abrem espaço aos caixilhos de PVC.
Padronizadas ou fornecidas por encomenda, as esquadrias de PVC são produzidas com perfis termossoldados, que garantem uma peça monobloco e mais estanque.
Desde que chegaram da Europa, nos anos 80, as esquadrias de PVC vêm evoluindo tanto do ponto de vista técnico quanto de conquista de mercado. Embora ainda se restrinja a menos de 2% das construções nacionais, com concentração principalmente nas regiões Sul e Sudeste do País, hoje já há uma produção desse tipo de janela voltada às necessidades e às normas brasileiras em diversas tipologias e medidas que podem ser padronizadas ou fornecidas sob encomenda. Segundo dados do Instituto do PVC, nos últimos anos esse segmento tem crescido no Brasil a taxas anuais de 10% a 12%.
Associar esse movimento ascendente ao incremento da construção civil em busca de soluções mais eficientes e racionalizadas é inevitável, já que a janela de PVC aparece como alternativa industrializada - chega ao canteiro pronta para ser montada -, enquanto que as esquadrias metálicas e de madeira são mais flexíveis. Com isso, acelera-se a instalação e diminui-se o desperdício. Ao mesmo tempo, segundo Francisco de Assis Esmeraldo, presidente do Instituto do PVC, o baixo peso desse material, 1,4 g/cm3, facilita seu manuseio e a logística na obra.
No entanto, de acordo com Vera Fernandes Hachich, gerente técnica de programas da qualidade da Tesis, muito do aumento do uso desse tipo de caixilho no Brasil se deve a características como a elevada estanqueidade, resultante do processo de fabricação, no qual os perfis são termossoldados em fábrica, dando origem a uma esquadria monobloco, sem emendas. "O fato de não ter material externo que atue como um gradiente térmico, como uma solda ou um prego, faz uma grande diferença em relação ao desempenho acústico e térmico da esquadria", explica a engenheira. "Isso pode parecer necessário apenas para aplicações mais sofisticadas, mas é preciso levar em conta que as exigências estão aumentando. As cidades estão cada vez mais ruidosas e as fachadas precisam impedir que esse barulho atinja o morador", comenta.
Em composição com um vidro simples de 2,8 mm de espessura, o índice de absorção sonora das esquadrias de PVC pode atingir 25 dB, segundo dados do IPT. Já quando utilizado com vidros duplos de 2,5 mm, separados por um vão de 50 mm, o índice de absorção com o sistema de caixilharia chega a 46 dB. "Como a absorção acústica geralmente está associada ao isolamento térmico, essas janelas também apresentam bom desempenho com relação à transmissão de calor. Esse foi, aliás, o principal motivo que fez com que o produto conquistasse tanto espaço nos países frios do Hemisfério Norte", comenta Vera Hachich.
Portal Obra24Horas