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Localizado em local de extrema beleza natural, estratégico em relação a região (Vale do Aço e do Rio Doce), o Campus Lagoa do Piau nasce com identidade ecotecnológica, pretendendo o desenvolvimento de novas tecnologias e de promoção do desenvolvimento Turístico e preservação do Meio Ambiente da região, nada mais sintomático do que se municiar de um projeto arquitetônico e urbanístico, com etapas de crescimento programadas em função de demanda socioeconômica, que possa oferecer alternativas de acesso a uma abordagem acadêmica que venha contemplar as diversas facetas deste encontro eco e tecnológico.
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Dividido em três módulos, o terreno caracteriza de imediato suas possibilidades funcionais. Uma grande área plana, com vegetação inexpressiva, sugere uma ocupação mais densa.
Esta área, cercada por uma exuberante paisagem formada por elevações lindeiras e frontais que conformam um grande e belo lago (ou lagoa), parte do projeto de preservação ambiental do Vale do Rio Doce, é onde implantamos o Campus propriamente dito composto pelo Curso de Ciência da Computação e Ciência da Informação, Engenharia Ambiental e com parcerias para formação do Centro Tecnológico e Pós-Graduação.
Este projeto acadêmico amplia-se na sua oferta inicial com a criação da Universidade Livre do Meio Ambiente, um laboratório de conhecimento e manejo dos diversos tipos de ambiente e com o Centro de Estudos de Promoção Turística que aproveita da implantação no Módulo 3 de um Hotel/Escola e um Centro de Convenções com estrutura para eventos diversos.
Amplia-se também na implantação de um Centro Cultural que promoverá oficinas e mostras artísticas, preservação da memória e cultura regionais e também de um setor de Lazer e Esportes, com atividades ligadas às comunidades vizinhas na promoção de shows, campeonatos e outros.
O Estudo Inicial apresentado, metaforicamente compara estas abordagens e suas funcionalidades inter-relacionadas a um circuito impresso onde as diversas funções setorizadas compõem uma única placa onde elementos como chip, processador, memória, cabos, pilhas, etc. se ajustam para cumprir o programa pretendido.
Malha Infra-estruturalO Módulo 2, topograficamente plano, é quem recebe (como num circuito impresso) uma malha desenhada com eixos ordenadores onde se localizam todos os componentes (sujos e limpos) da estrutura de funcionamento do complexo.
Pelo solo, esgotos e águas secundárias, não potáveis, retiradas e tratadas da lagoa, para suprir demandas como irrigações, lavagens, descargas e outras.
Aéreas e localizadas em “canaletas” diferenciadas, as distribuições de infra-estrutura limpa como redes elétricas, água potável, cabos de lógica (fibras óticas), blindadas, compõem esta ossatura de funcionamento.
Esta infra-estrutural se alonga, secundariamente, para abastecer os setores ligados a hospedagem, monitoramento ambientais e parte do complexo de Lazer e Esporte que tem demanda própria.
Estabelecida uma malha infra-estrutural, vias automotivas e de pedestres se organizam sobre estes eixos, criando acessos principais e secundários, descobertos e cobertos, diretamente localizados no solo ou sobre pilotis.
Os pilotis são fundamentais na construção da infra-estrutura escolar como o da adoção de sistemas bioclimáticos para as principais edificações, principalmente edificações de escolas e universidade, onde a quantidade de pessoas em atividades moderadas e em permanência prolongadas necessitam de conforto ambiental adequado.
Estruturados em perfis de aço que se alongam para compor a estrutura mestra das edificações ou que dão suporte as estruturas em madeira roliça que comporão
passarelas, pergolados e ambientes adequados ao seu uso, estes pilotis formam uma espécie de andar de serviço aberto onde o monitoramento, manutenção e ampliação das vias e infovias é feito de forma imediata e com a precisão necessária.
Com esta estratégia projetual consegue-se uma visão clara das possibilidades de ampliações previstas e ainda de antever possíveis outros componentes pedagógicos, lúdicos ou mercadológicos que possam ser acrescidos em tempos futuros.
Edifícios funcionais, culturais, esportivos e de compras, turísticos e emblemáticos encontram nesta estrutura e nos seus alongamentos secundários “porto seguro”.
As unidades passam a ter então áreas de implantação ligadas às diretrizes funcionais, sejam elas de necessidades físicas (como locomoção entre partes), estruturais (onde podem se concentrar maiores quantidades de equipamentos específicos) e todas outras que de uma forma ou de outra promovam especividades próprias ou conjugadas.
A Arquitetura desenha estas unidades procurando responder aos processos construtivos, ambientais e de sustentabilidades possíveis, dando caráter próprio a cada unidade e de acordo com suas características.
O que mostramos nestes primeiros estudos são estas possibilidades diversas de uma demanda que se inicia com um plano que pode sofrer variações sem que a idéia inicial de flexibilidades diversas seja comprometida.
Acrescentamos ainda uma análise sobre sugestão de um sistema estrutural pré-fabricado, racionalmente projetado, consagrando materiais e custos compatíveis com o empreendimento a nível econômico, de forma a controlar custos e tempos necessários; processos de sistemas bioclimáticos para conforto térmico dos espaços diversos, diminuindo demandas energéticas, revendo paradigmas relacionados com ouso da “força bruta” caracterizada pelo uso indiscriminado de condicionamentos mecânicos e propondo um processo de sustentabilidade baseado na educação, monitoramento e projetuação compatível com uma filosofia ecológica.