ArcelorMittal apresenta alternativa ambiental
Lançado o tijolo feito da escória do refino do aço, que pode ser utilizado na construção

A ArcelorMittal Piracicaba fez o lançamento oficial ontem de tijolo e bloco para piso destinado à construção civil, feitos a partir da escória (resíduo) que sobra do refino do aço. A empresa gera cerca de 100 mil toneladas por ano desse material, segundo o diretor da unidade Piracicaba, Delmar Barros Ribeiro.

O projeto foi uma das apresentações do 1º Seminário Anual de Siderurgia e Gestão realizado pela empresa. O evento teve início ontem e termina hoje. A expectativa era de um público de 300 pessoas, entre funcionários da ArcellorMittal no Brasil, empresas da região, universidades e instituições de ensino técnico.

"O seminário tem como objetivo divulgar as ações que estão sendo feitas nas operações siderúrgicas e de gestão, como o nosso projeto de reaproveitamento da escória, que foi aprovado pela Cetesb e evita a extração mineral", disse.

O tijolo foi desenvolvido para permitir a passagem de encanamento e fiação e por ser moldado em encaixe, não necessita do uso de cimento para uní-los. "Já o bloco é voltado para a aplicação de piso intertravado, que é permeável e é próprio para a passagem de veículos pesados", explicou Ribeiro.

A produção dos tijolos e blocos para piso está sendo realizada em parceria com empresas que vão comercializar os produtos. Ribeiro afirmou que o material poderá ter um custo 30% menor que o tijolo e o bloco tradicionais.

Palestra. A programação dos dois dias do seminário contou com a realização de diversas palestras que mostraram as práticas adotadas em áreas como Aciaria, Laminação, Qualidade e Saúde e Segurança. A primeira foi apresentada pelo vice-presidente da ArcelorMittal no Brasil, Fernando José Bosi Filho, sobre Segurança, uma Questão de Cultura e Gestão.

Na apresentação, Bosi destacou que os gestores devem atuar para reduzir os acidentes nas empresas e a fatalidade deles. Segundo ele, ocorrem em média, 2.750 mortes na indústria brasileira por ano. O Brasil tem uma taxa de 9,35 mortes por mil acidentes, enquanto que o índice nos Estados Unidos é de 0,95. "No Brasil, não só na nossa empresa, precisamos trabalhar muito para reduzir ao máximo as fatalidades e os acidentes", comentou.

Fonte:

Gazeta de Piracicaba / Núcleo Inox
Publicação: 16/082010

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