Aumenta o desconforto do governo com plano de aumentos de preços do aço. Miguel Jorge, Ministro de Desenvolvimento do Brasil, disse que estava "trabalhando duro" para reduzir a zero os impostos sobre as importações de aço e que o governo estava "chocado" com a decisão das siderúrgicas de aumentar os preços. Como medida rápida, o governo brasileiro retirou as tarifas de importação durante a alta do mercado em 2006, e reintroduziu a tarifas em junho deste ano, quando a indústria nacional estava sob pressão devido às condições de demanda fraca e os níveis crescentes de importação.
" Os preços internos continuam elevados " que se vê como uma desvantagem adicional. Os preços domésticos permanecem ao custo de importados, mesmo com direitos de importação, especialmente após a recente valorização do BRL. Como referência, podemos estimar que os preços internos de BQ estão em torno de 12% acima dos preços do material importado, mesmo antes do aumento de preços. Supondo que um aumento de preços de 10% seja aplicado, o prêmio sobre o aço importado aumentaria para aproximadamente 23%, o que é muito alto e preocupa o governo. Dessa forma, o aumento de preços de aços planos anunciado recentemente não pode ficar preso às pressões de importações mais baratas e à ação do governo para reduzir as tarifas de importação. A Figura 1 mostra os custos de importação de BQ pormenorizados e a Tabela 3 mostra a sensibilidade do potencial dos preços internacionais e a relação R$/U$.
" A preferência longos vs planos no Brasil. Existe um não-consenso e visão mais cautelosa sobre os preços brasileiros de aços planos, sem considerar o aumento de preços anunciado recentemente. Como resultado, a pressão sobre os ganhos estimados para os produtores brasileiros de aços planos, e como tal, a preferência por fornecedores de longos da siderúrgica Gerdau sobre a CSN e a Usiminas. Considerando-se também a Ternium que fornece material mais barato no universo de cobertura analisado.



Infomet / Assessoria de Imprensa
Publicação: 20/10/2009