Carolina Alves
Termina hoje, às 18h, o prazo para que bancos e cooperativas de crédito solicitem ao Banco Central participação no programa Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil repassam recursos da União para a construção de moradias do programa. A media eleva a concorrência do segmento, o que tende a beneficiar o consumidor. Segundo a ONG Contas Abertas, 45% dos recurso do Minha Casa, Minha Vida subsidiados pela União foram pagos neste ano — o orçamento do programa é de R$ 12,73 bilhões.
Já para famílias com renda de até três salários mínimos, os repasses ficaram quase paralisados este ano. A execução orçamentária, feita por meio do Fundo de Arrendamento Residencial, foi feita apenas para contratos de anos anteriores. Os R$ 5,2 bilhões desembolsados este ano são da conta de "restos a pagar" (dívida de empenhos feitos antes de 2011). A previsão da União era liberar R$ 9,5 bilhões até dezembro.
Segundo Fábio Rossi, diretor da Itaplan Empreendimentos, a abertura de mercado na oferta de crédito ao programa pode agilizar o desembolso dos recursos, além de ampliar a oferta de imóveis em regiões mais afastadas das grandes metrópoles.
"Os bancos privados estão presentes em cidades muito pequenas, onde a demanda pelo Minha Casa, Minha Vida não era ainda atendida. O morador de Hortolândia, por exemplo, tinha de se mudar para Campinas para conseguir um imóvel. Com a abertura, ele poderá ser atendido na cidade onde mora", diz.
Além disso, a liberação do crédito tende a ficar mais rápida com o aumento de novos de participantes no segmento. "Os bancos privados são mais ágeis na análise e aprovação de crédito", diz. O Banco Central fará análise das propostas recebidas e anunciará os resultados da oferta pública de recursos até 2 de dezembro.
Isover / Brasil Econômico
Publicação: 16/11/2011