O Instituto Aço Brasil (IABr) e o Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) lançaram, nesta segunda-feira (23), às 19h, em São Paulo, o programa “Aço: Construindo a Copa 2014”.
Estavam presentes a coordenadora do Comitê da Copa do Estado de São Paulo, Raquel Verdenacci; o vice-presidente do Conselho e o vice-presidente executivo do IABr, André Gerdau Johannpeter e Marco Polo de Mello Lopes; e o diretor executivo do CBCA, Eduardo Fares Zanotti. O programa “Aço: Construindo a Copa 2014” prevê ações com objetivo de apresentar as potencialidades e vantagens da construção em aço para atender às mais diferentes obras previstas nos preparativos para a Copa do Mundo em 12 cidades brasileiras.
A integração dos agentes que promoverão o suporte necessário para a realização de eventos como a Copa e as Olimpíadas vai permitir que as potencialidades da construção em aço sejam aproveitadas nas obras de infraestrutura necessárias. Obras que vão beneficiar toda a população - disse o vice-presidente executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes, durante a coletiva de imprensa realizada no mesmo dia, pouco antes da realização do evento. O evento recebeu uma platéia de aproximadamente 200 empresários da cadeia da construção civil (entre construtoras, empresas de engenharia e arquitetura), sidero-metalúrgica e da construção em aço.
A partir deste evento buscamos maior integração entre empreendedores, construtoras, empresas de engenharia e arquitetura, centros de serviço e os fabricantes de estrutura de aço com vistas às obras para a Copa 2014 - afirmou Zanotti, diretor executivo do CBCA, durante a entrevista coletiva.
Países como Alemanha, China e África do Sul usaram a oportunidade de grandes eventos esportivos para modernizarem suas cidades, o que significou demanda adicional de aço de 3 a 5 milhões de toneladas. Além das obras diretamente relacionadas à Copa e às Olimpíadas, os jogos estimulam, por exemplo, as prefeituras a investirem em áreas públicas para exibir os jogos, atendendo milhares de pessoas que não irão aos estádios. Obras essas que poderão se valer dos benefícios da construção em aço: durabilidade, reciclabilidade, maior facilidade no desmonte e aproveitamento, redução do impacto ambiental e racionalização de materiais e mão de obra. No Brasil, ainda há muito por fazer.
Qualquer que seja o critério de cálculo utilizado para se estimar a demanda – steel intensity ou a experiência de outros países -, pode-se afirmar que a indústria do aço no Brasil está plenamente capacitada a atender as necessidades das grandes obras que virão na esteira da Copa do Mundo e das Olimpíadas. “Devemos ter iniciativa e agilidade, pois muitas das obras requeridas têm prazos bem definidos para a sua conclusão e mesmo aquelas que não apresentam tal exigência são igualmente necessárias para o crescimento da economia brasileira”, afirmou o vice-presidente executivo do IABr, citando ainda os demais programas de investimento do Governo Federal (obras do PAC, programa “Minha casa, Minha Vida” e os investimentos no âmbito do Pré-Sal).
Hoje, o consumo per capita de produtos siderúrgicos no Brasil, de cerca de 100 kg/habitante, está muito aquém do observado nos países desenvolvidos, que supera 300 kg/habitante. A falta de investimento público foi um dos fatores determinantes para a estagnação do consumo per capita de aço no país, que se mantém no mesmo patamar há 30 anos. Toda a movimentação da economia indica que, a partir de agora, teremos condição de superá-lo.
- O grande desafio que o Brasil enfrentará com a Copa do Mundo e as Olimpíadas é a construção de um modelo de gestão centrado no planejamento dos projetos, que estabeleça procedimentos mais eficazes, ágeis e transparentes para conduzir os investimentos e que garanta o atendimento de prazos com os custos previstos e com os benefícios esperados – completou Zannotti.
Fonte:
Assessoria de Imprensa Instituto Aço Brasil
Publicação: 23/11/2009