Brasil pode Voltar a Produzir Trilhos

O aumento do investimento em ferrovias no Brasil suscitou no setor siderúrgico discussões sobre a possibilidade de o país voltar a produzir trilhos.

Fontes da indústria comentam com a SBB que o mercado local para trilhos "quase justifica" uma produção nacional. Atualmente todos os trilhos usados no país são importados, apesar de o Brasil já os ter produzido no passado.

Emergem rumores no setor do aço sobre usinas locais avaliando investimentos em plantas de laminação de trilhos, mas há poucos projetos mais sólidos. Alguns acreditam que antigas usinas de trilhos poderiam voltar à ativa. Mas um executivo em uma fabricante de aços longos observa que os equipamentos brasileiros para laminação de trilhos estão todos obsoletos " datam de 1930, 1940 " e voltar a produzi-los implica investimento em maquinaria e tecnologia.

Ele estima que uma usina de 150 mil toneladas/ano atenderia bem a demanda local e exigiria investimentos de cerca de US$250 milhões. No ano passado o Brasil importou 228.530 toneladas de trilhos, a maior parte da Ásia.

Ele comenta que há duas ou três companhias capazes de arcar com tal investimento, mas os investidores acabam inseguros porque o consumo interno flutua muito.

A ArcelorMittal longos (antiga Belgo-Mineira) produziu trilhos no passado, mas a companhia afirma que atualmente não tem planos de retomar a produção ou investir em uma nova usina. A CSN foi a última a ter uma linha de trilhos no Brasil. Ela abandonou a atividade em 1995 devido à falta de demanda local. Entretanto, agora a CSN vai investir na produção de aços longos com uma nova usina de barras, a qual deve contar com a equipamentos para trilhos. O projeto está em compasso de espera, segundo a empresa.

A gigante Gerdau é outra siderúrgica com estudos consistentes sobre o mercado de trilhos. Ela afirma que continua estudando a possibilidade de produzir trilhos no Brasil em sua subsidiária Açominas, a qual já tem uma linha de perfis pesados, mas nada foi decidido ainda.

O transporte via caminhão ainda prevalece no país, mas os investimentos em ferrovias aumentaram nos últimos anos. Entretanto, como a maior parte dos investimentos em ferrovias vem do setor privado, os investidores aguardam bases mais sólidas.

Fonte:

Infomet/ SBB
Publicação: 03/08/2009

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