A cadeia produtiva do alumínio enfrenta desafios que devem levar o setor a mudanças estruturais nos próximos anos, norteando investimentos upstream* e ampliando a geração própria de energia elétrica, dos atuais 30%, em média já utilizados pelo setor, para 50% nos próximos cinco anos.
Um exemplo disso é o setor eletro-intensivo, que é influenciado pelas variações do câmbio, conta ainda com o agravante de destinar mais de 80% das exportações para os países desenvolvidos (sendo 30% para o Japão), cujas economias ainda não se recuperaram totalmente dos impactos da crise global, apresentando taxas de expansão mais moderadas do que no passado recente.
Essa combinação nociva de custos onerosos e câmbio apreciado já está levando o setor a investir na produção de alumina, a matéria-prima utilizada na fabricação do alumínio primário e que não é eletro-intensiva. Ainda nesse sentido, a estratégia encontrada pelas empresas para aumentar a competitividade é investir em geração própria de energia elétrica.
1*Upstream – termo referente ao início da cadeia produtiva de um setor, neste caso, da extração da bauxita até a produção de alumina.
Downstrem – termo referente ao final da cadeia produtiva, neste caso, a partir da produção de alumínio primário até os transformados de alumínio.
Infomet
Publicação: 20/07/2011