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Caixilho de alumínio pintado ou anodizado

Caixilho de alumínio pintado ou anodizado

No passado, os preços proibitivos da pintura eletrostática a pó impunham a anodização como elemento de acabamento do alumínio empregado na fabricação das esquadrias, com possibilidades de variações de cores e aspecto final. A implantação, pela indústria brasileira, de linhas verticais de pintura eliminou o critério do preço, colocando a escolha dentro dos parâmetros técnicos e estéticos. O arquiteto e a construtora têm hoje liberdade para especificar corretamente o acabamento mais resistente e adequado às normas técnicas vigentes, garantindo durabilidade e desempenho ao acabamento da esquadria.


Anodização: alumínio transformado

A primeira etapa do processo de anodização é a do pré-tratamento, que define o aspecto do perfil fosco, leitoso e escovado. Posteriormente, a anodização transforma quimicamente a superfície do alumínio, formando uma película extremamente dura, isolante elétrica, porosa e transparente, que protege o alumínio contra as corrosões atmosféricas e galvânicas. Essa película é conhecida como camada anódica e, quanto maior a espessura, maior será sua penetração no alumínio; portanto, trata-se de uma camada de conversão.

Porosa, a camada anódica é, em seguida, impregnada por sais metálicos, como o estanho e o cobre, ou anilina, resultando na coloração do alumínio. Como os sais metálicos têm maior solidez à luz, a coloração é usada para fins arquitetônicos em áreas externas e internas, obtendo, entre outras, tonalidades como champanhe, bronze, vinho e preta. A última fase do processo é a selagem da camada anódica para hidratação da alumina, aumentando o volume específico de seus grãos, que consequentemente fecham os poros do óxido de alumínio, tornando-o praticamente impermeável. Essa parte do processo é um complemento obrigatório, pois aumenta a resistência da camada anódica contra a corrosão. A qualidade da camada anódica formada sobre o alumínio dada pela dureza, resistência à corrosão e à isolação elétrica, depende diretamento das condições do processo de anodização. Por isso, não basta determinar a espessura da camada anódica, mas a empresa anodizadora deve amarrar todos os parâmetros operacionais e mantê-los dentro dos padrões ideais de qualidade, obedecendo a parâmetros químico e elétrico. Na Europa, existe a EWAA (European Wrought Aluminium Association), órgão fiscalizador que vistoria de três a quatro vezes por ano as condições de trabalho das empresas anodizadoras. As empresas aprovadas passam a ter o direito de comercializar seus produtos na União Européia, utilizando o selo de qualidade da EWAA.

No Brasil, a NBR 12609, “ Anodização para fins arquitetônicos”, fixa os requisitos mínimos de qualidade e os teores de conformidade de camadas anódicas para aplicação arquitetônica e, especifica as classes de camada anódica, conforma a zona aplicada.

Como documentos complementares, a NBR 12609 exige o atendimento a outras normas para seus testes de conformidade, além de amarrar os itens abaixo:

a) Composição da liga de alumínio;

b) Espessura da camada anódica conforme a região de uso;

c) Testes de conformidade.

Entre os testes importantes está o que determina a solidez à luz (NBR 12612): a anodização colorida deverá resistir, no mínimo, a 600 horas de exposição aos raios ultravioleta, produzidos por lâmpada especial, sendo seu comprimento de onde durante o teste em torno de 313 nanômetros. A amostra deverá ficar distanciada 190 mm da fonte emissora e sua temperatura não deverá exceder a 900ºC. Neste teste, quanto maior o comprimento de onda, menor será a intensidade do raio ultravioleta.

As normas ABNT são instrumentos suficientes, e de nível internacional, para a determinação de qualidade e conformidade dos produtos anodizados para fins arquitetônicos, pois foram baseados nas normas ISO (International Organization for Standardization).

Cuidados Especiais

A manipulação das esquadrias de alumínio anodizado merece alguns cuidados durante a obra, especialmente se sua instalação coincidir com a fase de reboco ou se houver resíduos aquosos, como infiltração de laje. O contato desses materiais com as superfícies anodizadas causa danos irreversíveis.

Como prevenção, os caixilhos deverão estar protegidos até o término da obra. O produto mais utilizado é a vaselina em pasta que, ao ser aplicada, dve evitar o contato com as guarnições de EPDM, que ressecam ou se esfarelam em presença de produtos orgânicos, principalmente solventes. Outra opção é a fita adesiva, desde que tenha garantia do fabricante de não ressecar ou de aderir demasiadamente em presença de raios solares.

No término da obra é muito comum o uso de ácidos muriático e fluorídrico como agentes de limpeza para fachadas e pisos. As esquadrias próximas deverão, também, receber vaselina em pasta, pois o ataque desses ácidos pode remover a anodização dos caixilhos. O ideal é que a lavagem de fachadas seja feita antes da colocação dos caixilhos de alumínio.

A remoção da vaselina em pasta e a limpeza dos caixilhos, para revisão e entrega da obra, são feitas com panos e flanelas umedecidas em solventes orgânicos, como aguarrás e Thinner, novamente cuidando para não comprometer as guarnições de EPDM. Posteriormente, a esquadria é lavada com detergente neutro (5% em água) e esponja macia.

A conservação dos caixilhos está diretamente ligada à manutenção. Conforme a agressividade da zona em que a esquadria foi instalada, é necessária uma periodicidade maior de limpeza, sempre com detergente neutro a 5% em água e esponja.

Recomenda-se:

ZONAAGRESSIVIDADELIMPEZA
IndustrialExcessivaTrimestral
MarítimaAltaSemestral
Rural e UrbanaBaixa e Média18 meses

* Nos grandes centros urbanos é aconselhável a limpeza anual.

Obs.: A norma ABNT 12609 saliento que, em zonas marítimas (cloro) e zonas industriais (enxofre), de alta agressividade, a deterioração da camada anódica decorrente da deposição de detritos de cloro e enxofre, dependerá do nível e freqüência com que é feita a limpeza. Nas obras em que o período de limpeza é muito prolongado, é aconselhável, após a limpeza, a utilização de uma cera abrasiva ou automotiva nas esquadrias.

Pintura: cor e proteção

A pintura eletrostática a pó, diferentemente do processo de anodização, resulta da deposição de tinta sobre a superfície do alumínio, sem alterações químicas do metal. Outro diferencial importante é que a camada de pintura atua como elemento de proteção do alumínio. Além de se apresentar como solução estética para fachadas, é recomendada para zonas de alta agressividade, como a marítima e a industrial.

A qualidade da pintura é determinada pela fase de pré-tratamento do alumínio, que inclui o desengraxamento, a neutralização da solução alcalina do desengraxante e a cromatização, responsável pela aderência da tinta no alumínio. A espessura mínima da cromatização especificada pelas normas européias é de 0,2 gr/m2.

Por meio de pistolas especiais, a tinta em pó poliéster sobre o metal que fora previamente cromatizado.Depois da pintura, o alumínio é introduzido numa estufa e aquecido à temperatura de 2000 C.A tinta em pó funde-se sobre o metal e se polimeriza, formando uma película média em torno de 60 micra a 70 micra, com excelente aderência sobre o alumínio cromatizado.De acordo com a Qualicoat ( Quality Label for Paint and Powder Coatings on Aluminium for Architectural Applications), a camada de tinta pó polimerizada sobre o metal pode variar de 40 micra a 120 micra.

Atualmente, está na ABNT o projeto de norma 01.803.01-001, tratamento de superfície do alumínio e suas ligas revestimento orgânico, para pintura sobre o alumínio destinado a arquitetura, o qual é complementado por outras normas já existentes e seus testes de conformidade.

As construtoras devem exigir das indústrias que aplicam tinta em pó poliéster em alumínio a garantia de que o processo obedece às exigências da Qualicoat e da norma inglesa British Standard BS6496. Entre os testes de conformidade, os mais importantes dizem a respeito a:

  • medição da espessura da tinta polimerizada sobre o metal, que deverá ser de 40 micra a 120 micra (média de 60 micra);
  • de aderência da tinta sobre o metal, que avalia o pré-tratamento ( cromatização);
  • de impacto e dobramento, que observam se a tinta foi totalmente polimerizada na estufa.

Os testes de intemperismo (raios Ultravioleta) deverão ser feitos e controlados pelo fabricante da tinta em pé.

Cuidados de conservação

Para remover argamassa depositada sobre peças de alumínio pintado PE preciso ter o cuidado de não esfregar com o pano o lugar afetado, pois a areia irá atritar o alumínio pintado.Recomenda-se jogar água sobre a área e esfarelar a argamassa com os dedos.Existem no mercado produtos levemente ácidos( exemplo, removedor A 700, da Amplexa), que não atacam a pintura e removem os respingos da argamassa, ajudando em seu esfarelamento.

Os respingos de tinta látex devem ser removidos com um pano umedecido em álcoo.Jamais utilize solventes, como Thinner, acetona e outros.O álcoo deverá ser usado somente para tirar o respingo de tinta látex, não devendo ser adotado como produtos de limpeza.

Para eliminar arranhões leves em peças de alumínio pintado, o ideal é o uso de cera de polir automotiva.Os arranhões mais profundos pedem massa de polir automotiva nº2; no entanto, após a sua aplicação, a pintura perderá um pouco de brilho, que poderá ser melhorado com o uso posterior de cera do tipo Grand Prix.

Peças pintadas que sofreram impactos fortes, a ponto de revelar o metal-base, deverão sofrer um lixamento no local, com lixas nº300 ou 400; limpe o local com um pano umedecido em álcoo e aplique a tinta líquida de retoque (alquídica modificada). Observe que seu uso é somente local e não serve para pintar grandes áreas, pois tem uma qualidade(dureza) inferior à de película de tinta curada em estufa.

As fitas adesivas empregadas na proteção do perfil pintado durante a obra deverão ter garantia do fabricante quanto à resistência aos raios solares, para não aderirem em demasia ou ressecar sobre as peças pintadas até a época de sua remoção.Após a entrega da obra, a limpeza das esquadrias de alumínio deverá ser periódica, conforme a zona aplicada.

ZONA
AGRESSIVIDADELIMPEZA
IndustrialExcessivaTrimestral
MarítimaAltaTrimestral
Rural e urbanaBaixa e média18 meses

Obs: Utilize na limpeza o detergente neutro(5% em água), com auxilio de esponja macia.

A pintura eletrostática a pó apresenta vantagens objetivas quando comparada com a anodização.Além de oferecer ampla gama de cores aos arquitetos, proporciona maior uniformidade de cor que as peças anodizadas.Cobre os defeitos de veias de extrusão e ligas, salientadas na anodização.A pintura pode ser retocada no local com tinta líquida e não apresenta perda de peso proveniente do pré-tratamento, como ocorre na anodização.Possui maior resistência aos produtos ácidos e alcalinos, e maios resistência em zona insustrial.A camada obtida pode ser usada em qualquer zona(rural, marítima e industrial), enquadrando assim as esquadrias padronizadas dentro das normas, já que são vendidas sem se saber seu destino.Para zona industrial e marítima, o custo é menor que a da anodização.

Comparativo de preços

Os preços da anodização variam em função da camada anódica e das cores.Em ambos os casos, o preço final vai depender da linha de perfil utilizado. Na composição de custos do caixilho de alumínio, a pintura branca, ou a anodização Classe A 13 colorida, representa entre 6% e 12%. O custo da pintura para as zonas marítimas e industrial é inferior ao da anodização, com a vantagem adicional de apresentar resistências á agressões de qualquer um desses ambientes.

Fonte:

Revista Téchne

     

    Preço
    R$ 405,75
    à vista

    ou em até 10x de R$ 40,58

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