Camargo Corrêa pode propor fusão com portuguesa Cimpor

Camargo Corrêa pode propor fusão com portuguesa Cimpor
A Camargo Corrêa está interessada em comprar mais de um terço da cimenteira portuguesa Cimpor, mas não deve optar por uma compra tradicional que a levaria a fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) para os acionistas minoritários, segundo uma fonte próxima às negociações. A empresa brasileira deve propor uma fusão com a Cimpor, o que dispensaria a necessidade de uma OPA. Para realizar a fusão, é necessária a aprovação de uma maioria de dois terços dos acionistas da empresas envolvidas. Procurada pela reportagem, a Camargo não se pronunciou sobre o assunto.
Quando a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fez uma oferta hostil pela Cimpor, em 18 de dezembro, a Camargo confirmou seu interesse na Cimpor. Na ocasião, a empresa declarou ter conversado com vários acionistas da Cimpor para "demonstrar seu interesse em participar com os sócios portugueses da empresa". No entanto, ao contrário da CSN, a empresa prefere uma entrada mais amigável na companhia, segundo apurou a Agência Estado.
A oferta feita pela CSN para a compra da Cimpor, que somou € 3,68 bilhões (€ 5,75 por ação), foi rejeitada hoje pela portuguesa. Desde o lance, o valor de mercado da Cimpor cresceu € 699 milhões, passando de € 3,669 bilhões no dia anterior à oferta para € 4,368 bilhões no fechamento de hoje. Hoje, as ações da empresa portuguesa fecharam em alta, sinal de que o mercado acredita que a CSN poderá fazer uma nova oferta pela companhia ou que outras empresas poderão entrar na disputa. A ação da Cimpor fechou cotada a € 6,50, alta de 1,06%.
Outra cimenteira que estaria interessada na Cimpor é a suíça Holcim, que também está presente no Brasil. Procurada pela reportagem, a empresa informou que está atenta ao processo. "Nós tomamos conhecimento da oferta e estamos acompanhando seus desdobramentos", informou por meio de nota enviada à Agência Estado. A Votorantim Cimentos também teria visitado Portugal para estudar uma possível aquisição da empresa, mas não comentou o assunto.
A oferta hostil feita pela CSN pela fabricante portuguesa gerou apreensão no mercado por sinalizar a forte disposição da brasileira em investir fora do setor de siderurgia e mineração, até agora seus principais negócios. Estes setores são preferidos pelos analistas de mercado devido à sua alta rentabilidade, especialmente no caso da CSN, que tem sua produção própria de minério, o que garante altas margens na produção do aço.
A CSN estreou no setor de cimento no Brasil no ano passado. Em 2010 pretende produzir 1 milhão de toneladas e, em 2011, cerca de 2,5 milhões de toneladas. A Cimpor, uma das dez maiores empresas mundiais de cimento em valor de mercado, tem capacidade de produção de 36 milhões de toneladas anuais de cimento, com cerca de 70% das vendas em mercados emergentes. No Brasil, ela ocupa a quarta posição em capacidade de produção. Procurada pela reportagem, a CSN não comentou a rejeição da Cimpor à sua oferta.
Fonte: InfoMet / Agência Estado
Publicação: 08/01/2010
A Camargo Corrêa está interessada em comprar mais de um terço da cimenteira portuguesa Cimpor, mas não deve optar por uma compra tradicional que a levaria a fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) para os acionistas minoritários, segundo uma fonte próxima às negociações. A empresa brasileira deve propor uma fusão com a Cimpor, o que dispensaria a necessidade de uma OPA. Para realizar a fusão, é necessária a aprovação de uma maioria de dois terços dos acionistas da empresas envolvidas. Procurada pela reportagem, a Camargo não se pronunciou sobre o assunto.

Quando a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fez uma oferta hostil pela Cimpor, em 18 de dezembro, a Camargo confirmou seu interesse na Cimpor. Na ocasião, a empresa declarou ter conversado com vários acionistas da Cimpor para "demonstrar seu interesse em participar com os sócios portugueses da empresa". No entanto, ao contrário da CSN, a empresa prefere uma entrada mais amigável na companhia, segundo apurou a Agência Estado.

A oferta feita pela CSN para a compra da Cimpor, que somou € 3,68 bilhões (€ 5,75 por ação), foi rejeitada hoje pela portuguesa. Desde o lance, o valor de mercado da Cimpor cresceu € 699 milhões, passando de € 3,669 bilhões no dia anterior à oferta para € 4,368 bilhões no fechamento de hoje. Hoje, as ações da empresa portuguesa fecharam em alta, sinal de que o mercado acredita que a CSN poderá fazer uma nova oferta pela companhia ou que outras empresas poderão entrar na disputa. A ação da Cimpor fechou cotada a € 6,50, alta de 1,06%.

Outra cimenteira que estaria interessada na Cimpor é a suíça Holcim, que também está presente no Brasil. Procurada pela reportagem, a empresa informou que está atenta ao processo. "Nós tomamos conhecimento da oferta e estamos acompanhando seus desdobramentos", informou por meio de nota enviada à Agência Estado. A Votorantim Cimentos também teria visitado Portugal para estudar uma possível aquisição da empresa, mas não comentou o assunto.

A oferta hostil feita pela CSN pela fabricante portuguesa gerou apreensão no mercado por sinalizar a forte disposição da brasileira em investir fora do setor de siderurgia e mineração, até agora seus principais negócios. Estes setores são preferidos pelos analistas de mercado devido à sua alta rentabilidade, especialmente no caso da CSN, que tem sua produção própria de minério, o que garante altas margens na produção do aço.

A CSN estreou no setor de cimento no Brasil no ano passado. Em 2010 pretende produzir 1 milhão de toneladas e, em 2011, cerca de 2,5 milhões de toneladas. A Cimpor, uma das dez maiores empresas mundiais de cimento em valor de mercado, tem capacidade de produção de 36 milhões de toneladas anuais de cimento, com cerca de 70% das vendas em mercados emergentes. No Brasil, ela ocupa a quarta posição em capacidade de produção. Procurada pela reportagem, a CSN não comentou a rejeição da Cimpor à sua oferta.

Fonte:

InfoMet / Agência Estado
Publicação: 08/01/2010

  • Envie por e-mail
  • E-mail
 
EFXDESIGN