O projetoO Circuito Internacional do Bahrein está localizado no Oriente Médio, no sudoeste do reino de Bahrein e, foi palco para a abertura da temporada 2010 de Fórmula 1.
Construído no deserto de Sahkir, a 30 km de Manama, capital de Bahrein, este circuito foi introduzido pela primeira vez no calendário das corridas internacionais, na temporada de 2004, para sediar o Campeonato Mundial de Fórmula 1 e foi o primeiro circuito a ser confirmado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para uma corrida, mesmo antes de estar completamente construído e foi o primeiro a ser realizado no Oriente Médio.
Projetado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, o Circuito do Bahrein ocupa uma área de 170 hectares (1.700.000 metros quadrados) e foi construído pela empresa WCT no prazo de 16 meses. Este é o segundo projeto que a empreiteira foi envolvida, sendo a única construtora do mundo a construir dois circuitos de Fórmula 1: Bahrein e Sepang na Malásia.
Com receio de que a construção do circuito não estivesse pronta dentro do prazo, os organizadores da corrida pediram o cancelamento do GP do Bahrein durante a temporada de 2004. Porém, Bernie Ecclestone, presidente e CEO da Formula One Managemente (FOM) e da Formula One Administration (FOA), certo da brilhante inauguração do novo circuito recusou o pedido. Maravilhado com o trabalho do arquiteto Tilke, Bernie estava correto! O BIC foi inaugurado no dia 04 de abril de 2004 e marcou a terceira etapa da temporada do mundial de Fórmula 1, vencido pelo alemão Michael Schumacher (Ferrari).
Hoje o Circuito Internacional do Bahrein faz parte do calendário anual de corridas de Fórmula 1, com 5.412 metros, 57 voltas que, totalizam 308.484 metros de corrida.

Com 600.000 habitantes e uma área pouco maior que a do município de Porto Alegre, Bahrein investiu 150 milhões de dólares na construção do novo autódromo de Sakhir, cujas coberturas são tensionadas e imitam as tendas de beduínos do deserto.
As coberturas tensionadas foram desenvolvidas pela empresa malaia Sediabena e totalizaram a metragem de 31.000 m2 de cobertura.
Este tipo de cobertura destaca-se pela facilidade em cobrir grandes espaços, a um custo relativamente reduzido, sobretudo, com grande rapidez de execução. A capacidade estrutural da membrana (e seu reduzido peso próprio de 1 a 5 Kg/m2), permitem vencer grandes vãos, a um custo mínimo de estrutura suporte.
Nas estruturas tradicionais de grandes dimensões, o peso próprio aumenta exponencialmente em relação ao espaço à cobrir. É evidente, que o custo da membrana é fundamental no preço final da cobertura, mas pode-se afirmar que para cobrir grandes vãos, e estrutura tensionada produz uma considerável diminuição do valor do m2 a ser coberto.
Sistemas de membranas tensionadas, são hoje a forma mais leve de se prover arquitetonicamente uma cobertura ou fechamento de uma edificação. Suas propriedades de alta resistência às tensões de tração ressaltam facilmente a possibilidade de sua aplicação para a cobertura de grandes vãos, com o mínimo dispêndio de material.
A fabricação do tecido que compõe a membrana é feita em grandes painéis cujas dimensões são limitadas tão somente pelo tamanho da unidade fabril que os produz, ou pela estratégia de montagem em campo. Por não terem a rigidez à flexão, estes podem ser dobrados e transportados facilmente.
Para saber mais sobre Tensoestrutura suas características, vantagens e demais informações acesse o artigo Tensoestruturas: Cabos e Membranas - A Aplicação das Estruturas Tensionadas na Arquitetura.
(Clique nas imagens para ampliá-las)
Da esquerda para a direita: 1 - Dataran Gemilang, Putrajaya (Fabricação da Estrutura Tensionada); 2 - Circuito Sepang F1, Malásia (Projeto Arquitetônico em Aço e Montagem da Estrutura Tensionada) ; e 3 - Seef Mall Extension, Bahrain (Projeto e Construção da Passarela/Ponte e da Cobertura Translúcida e Fabricação das Estruturas Tensionadas).




Da esquerda para a direita: 1 - Kota Samarahan Mosque, Sarawak; 2 -




Da esquerda para a direita: 5 - Peninsular Hotel, Singapura; 6 - Merdeka Leaf, Shah Alam; 7 - Bukit Kiara Extrema Stadium, Kuala Lumpur; e 8 - Langkawi Stadium, Kedah.

Baseado na experiência no circuito de Fórmula 1 da Malásia, a WCT Engenharia, utilizou-se de materiais especiais e um rígido controle de qualidade na execução das obras de pavimentação do circuito.
A pista foi construída com asfalto modificado (PMB), polímero composto especialmente formulado, liso e não–abrasivo.
Como parte das exigências da FIA o circuito foi construído com características de segurança específicas ao redor da pista. Dentre elas destacam-se os guard-rails triplos, cercas, barreiras de pneus, meio-fios positivos, negativos e planos e, nas áreas de escape da pista foram instalados camadas de brita medindo 5/15 mm com uma espessura de 250 mm. Confira abaixo algumas imagens da construção:






Os números deste empreendimento impressionam tanto quanto a quantidade de trabalhadores envolvidos que, ultrapassou 3.000 pessoas. Abaixo alguns números do projeto:

A pista do Bahrein possui capacidade para acomodar 10.000 espectadores na arquibancada principal e, mais de 50.000 espectadores nas arquibancadas gerais ao redor do circuito. O setor de pit stop possui área de descanso e pode acomodar outros 3.000 expectadores. Juntos, o setor de primeira classe, a Torre Vip, as tribunas principais e gerais de espectadores fornecem lugar para um total de aproximadamente 70.000 pessoas.
Na figura abaixo, é possível visualizar as principais áreas do circuito:

1 – Entrada principal
2 – Arquibancada principal
3 – Camarotes
4 – Boxes
5 – Pódio
6 – Torre de Controle
7 – Centro de Imprensa
8 – Equipes de Corrida
9 – Área Vip
10 – Complexo Oasis
11 – Torre de Sakhir

A pista do Bahrein sofreu algumas alterações em seu layout antes da abertura da temporada de 2010 da Fórmula 1. Como o grid de largada aumentou para 26 carros, a organização da prova optou por usar uma parte extra do traçado para a prova. A pista que antes possuía 5.412 metros de extensão, passou a ter 6.299 metros, sendo assim a segunda maior pista do calendário, ficando atrás apenas de SPA-Francorchamps, na Bélgica.
Antes das mudanças, o circuito era disputado em uma sequência de 57 voltas e com este novo formato, 49 voltas, totalizando 308.651 metros de corrida.
O novo traçado incluído na temporada de 2010, foi criado em 2006 para ser usado em corridas longas de endurance e tem 887 metros. Com a mudança, o circuito de F1 passou a ter uma após a curva 4, uma sequência de oito curvas novas, antes de retornar ao traçado original de Sakhir.
Segundo Zayed Alzayani, administrador do circuito, este é o momento perfeito para evoluir o circuito com este novo desafio e novas oportunidades de ultrapassagem.
