A decisão de bancar o empreendimento sem sócios foi tomada, em grande parte, para atender ao pleito do governo de valorizar a extração de minério de ferro na região sul do Pará, a maior produtora do país. No lançamento das obras, o presidente da Vale, Roger Agnelli, reconheceu o peso do governo na decisão de construir a usina.
"[Este] É mais um projeto de siderurgia que a Vale está tocando no Brasil, mas acho que ele tem a sua marca [Lula], a marca da governadora Ana Julia [Carepa], que tanto insistiu, tanto batalhou para nos ajudar a viabilizar esse projeto", disse ele, na presença do presidente Lula.
Ao todo, a Vale investe R$ 23 bilhões em quatro siderúrgicas. Em dois dos projetos _CSA, inaugurada na sexta-feira passada no Rio de Janeiro, e CSP, no Ceará_, a mineradora tem sócios estrangeiros e busca um parceiro para a CSU, no Espírito Santo.
Os investimentos em siderurgia serão destaque no plano de negócios da mineradora até 2014, a ser divulgado e que, segundo analistas, pode chegar a US$ 90 bilhões.
Todas as usinas entrarão em operação até 2014 e serão voltadas para a exportação de placas (aço bruto) a serem laminadas e transformadas em produtos acabados (bobinas, chapas finas etc.) no exterior.
A exceção é Alpa: a usina produzirá 2,5 milhões de toneladas de placas para exportação e 1,3 milhão de produtos laminados para atender aos mercados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, supridos hoje por importações.
Na área de laminação a Vale terá como sócia a Aço Cearense, maior distribuidora de aço daquelas regiões. (FolhaPress)
Infomet / Diário do Pará
Publicação: 24/06/2010