
No aniversário da cidade de Manaus, a região metropolitana da capital do Amazonas ganha uma das mais modernas obras da engenharia mundial. Nesta data, será inaugurada a Ponte Rio Negro, a maior ponte estaiada já construída no Brasil, que teve suas obras executadas pela construtora Camargo Corrêa.
Atualmente, a travessia do Rio Negro pela população da região metropolitana de Manaus é feita por meio de balsa e cada trajeto demora cerca de 30 a 40 minutos. Com a ponte, o percurso será feito em apenas 5 minutos, facilitando a integração entre municípios e o desenvolvimento regional.
Com 3.595 metros de extensão, apoio central com 162 metros de altura e vão central de 55 metros de altura, para possibilitar a passagem de navios de grande porte, a construção da ponte foi marcada por desafios de engenharia e logística.
"Com essa obra, a Camargo Corrêa mais uma vez demonstra sua vocação e expertise na execução de projetos diferenciados e complexos, com grandes desafios de engenharia e logística", afirma Dalton Avancini, presidente da Divisão de Engenharia e Construção da Camargo Corrêa.
Na execução das estacas de fundação, por exemplo, foram realizadas escavações em grandes profundidades – até 60 metros abaixo do leito do rio - em solos com composição diferentes a cada trecho. Para superar esse desafio, foram utilizadas estacas de até 90 metros de comprimento e guindastes embarcados de 300 toneladas para o içamento de tubos-camisa de 75 toneladas para a execução das estacas.

"A combinação de rocha, areia e argila no subleito do rio exigiu que dezenas de engenheiros, projetistas e profissionais de diversas áreas se dedicassem a entender as características geológicas, geotécnicas e hidrológicas do Rio Negro", explica Arnaldo Cumplido, diretor-superintendente da Camargo Corrêa Infraestrutura.
A obra levou os profissionais da Camargo Corrêa a desenvolverem metodologias construtivas inovadoras, como, por exemplo, a implantação de unidades produtivas em balsas, que resultaram na operação simultânea de até 25 canteiros de obras flutuantes. Nestas plataformas, equipes realizaram a montagem e pré-armação de estruturas de aço de até 30 toneladas. Tais procedimentos só foram possíveis após estudos criteriosos, treinamentos permanentes e a utilização de máquinas e equipamentos especiais.
Foi necessária ainda a implantação de duas centrais de produção de concreto, cada uma com capacidade de produção de 60 m³/h em terra, e uma unidade de usinagem de concreto embarcada com capacidade produtiva de 9 m³/h. Para a conclusão da ponte, foram utilizadas quantidades de concreto e aço suficientes para construir três estádios de futebol com as dimensões do Maracanã.
A Ponte Rio Negro é uma obra do Governo do Estado do Amazonas, com financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
IE
Publicação: 24/10/2011