A mina San José, parte da empresa Minera San Esteban, é um depósito que operava com uma produção relativamente baixa antes do incidente, e sua paralisação não afetou o país. A estatal Comissão Chilena do Cobre (Cochilco) estima que o país produzirá 5,74 milhões de toneladas de cobre este ano, 6,5% a mais que em 2009.
Grandes empresas como a estatal Codelco e multinacionais como a BHP Billiton, Anglo American, Xstrata, Freeport McMoRan e Barrick Gold gastam uma parcela importante do seu orçamento em segurança, e sua taxa de acidente é baixa.
O governo interveio e anunciou a reestruturação do Serviço Nacional de Geologia e Minério (Sernageomin) para fortalecer seu trabalho de fiscalizador já que o acidente deixou em evidência as precárias condições do organismo. A Superintendência de Minas se encarregará de autorizar a exploração de minas, fiscalizará a segurança da indústria e se encarregará do levantamento. Para fiscalizar, aumentou a quantidade de auditores de 18 para 45.
Desde o acidente, as autoridades reguladoras fecharam várias pequenas fazendas mineiras por não cumprirem normas de segurança e apresentarem outras irregularidades.
Os custosos planos de perfuração para retirar os 33 mineiros soterrados foram lançados com máquinas da estatal Codelco, a privada Collahuasi - uma associação entre a Xstrata e Anglo American - e a petroleira estatal Enap. Até o momento, nenhuma das companhias declarou quem assumiu os custos das atividades que, segundo estimativas, pode superar os US$ 10 milhões. Meios de comunicação informaram que o esperado é que a Minera San Esteban responda pelos gastos.
Analitas sustentam que o bem elevado manejo da crise, segundo recentes pesquisas, ajudaria o governo a alcançar a aprovação de um impulso aos royalties de mineração. Dias atrás, o oficialismo alcançou um acordo com a colizão opositora para dar luz verde ao projeto legal, que eleva o imposto em até 14% a partir de 2018.
Grandes Construções / Terra
Publicação: 13/10/2010