Lamentavelmente a maior parte dos helipontos elevados em São Paulo estão em desacordo com as normas técnicas, principalmente nos aspectos resistência do piso, captação e separação de combustível em chamas. Com isto podem ocorrer acidentes com grandes proporções.
Existem na atualidade, pouquíssimas empresas no Brasil, realmente especializadas na construção de helipontos e regularização. A maioria das empresas que, no mercado atual, estão desenvolvendo este tipo de atividade, subcontratam serviços de terceiros, apenas gerenciando o resultado final.
Nas outras áreas em que atuamos como: recuperação de estruturas, estruturas metálicas especiais e equipamentos os clientes procuram "Tecnologia" ao menor custo, e este deveria ser também o critério a ser utilizado, no caso de construção de helipontos.
É por tanto, com o intuito de esclarescer sobre as dificuldades técnicas e a importância das tecnologias a serem utilizadas, que foi desenvolvido o presente artigo, no qual o interessado poderá achar resposta a algumas das duvidas mais frequentes.
Carlos Freire de Andrade Lopes, Eng. Civil, Radiestesista, Piloto, atua como consultor nas áreas de Eng. Aeroportuária, Eng. de Estruturas Metálicas, Recuperação de Estruturas, Diretor da Engemaster Aeroaço LTDA e do Escritório Técnico Carlos Freire de Andrade Lopes.


"B" é a maior dimensão do Helicóptero, isto é, a distância entre a ponta do rotor de cauda até a ponta do rotor principal. Podemos concluir então que a dimensão mínima da plataforma para operarmos o Esquilo é de 19,50 x 19,50m. Outra informação importante que podemos tomar conhecimento na sinalização da plataforma é a capacidade portante. Ex: Uma plataforma com capacidade de 3 toneladas poderá receber Helicópteros com peso máximo de 3 tf.
(Clique na imagem para ampliá-la.)
O triângulo aponta a direção do norte magnético e a letra informa o tipo de Heliponto, conforme o esquema abaixo:









As figuras acima mostram as rampas de aproximação e de transição dos Helipontos.
Notamos que nas rampas de aproximação é necessário andarmos 13 m para que possa ocorrer um obstáculo de 1m e lateralmente a esta, observamos as rampas de transição que tem inclinação mínima de 1:2. A mistura destas restrições implicam em quase sempre restringir a construção de Helipontos no solo nas áreas urbanas devido a ocorrência de construções e posteamentos.
Na zona rural o problema passa a existir quando o local desejado está cravado em meio às regiões de vegetação elevada.
Cumpre lembrar que recentemente o Ministério da Aeronáutica vem permitindo após análise a construção de Helipontos com “obstáculo”na rampa de transição.
Todo heliponto deverá ter duas rampas de aproximação e no caso de Heliponto privado a angulação mínima entre duas rampas não poderá ser menor que 90º.

Nos casos de edifícios circulares a solução acaba sendo inserir um quadrado na área circular.