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Construção de Helipontos - Página 2

Documentos para aprovação do seu Heliponto

I - Requerimento com:

a) Município e Unidade da Federação.
b) Elevação – Cota do terreno e altura do prédio (se elevado).
c) Coordenadas geográficas e endereço onde está localizada a área de pouso.
d) Tipo de Heliponto público, privado, em hospital, etc.
e) Cópia do título de propriedade do imóvel e o endereço do proprietário.
f) Helicóptero de projeto (maior helicóptero que será usado, quanto ao peso, dimensões e número de motores).

II - Desenhos:

a) Planta de situação contendo os aeródromos existentes num raio de 15 Km e helipontos existentes num raio de 500m (escala 1:50.000).
b) Planta da área, abrangida por uma circunferência de 1 Km de raio, cujo centro seja o centro geográfico da área de pouso, onde deverão ser indicados os acidentes geográficos e edifícios mais altos, com suas respectivas altitudes (escala 1: 5.000)
c) Planta de localização, numa escala 1:1.000, contendo: Área de pouso, superfície de aproximação e de saída, superfície de transição, indicadores de vento, vias públicas, etc.
d) Planta baixa da área de Pouso, na escala 1:100, contendo informações sobre cerca de segurança, equipamento contra incêndio, balizamento, etc...(costuma apresentar nesta planta um desenho esquemático do Helicóptero de projeto com sua dimensão e peso máximo).
e) Desenho do corte transversal contendo as superfícies de transição, com obstáculos abaixo destas, como indicado no item “II.b”.

II - Para helipontos elevados deveremos acrescentar:

a) Desenhos contendo corte transversal do prédio.
b) Planta baixa das instalações onde estará a área de pouso, inclusive das instalações contra incêndio, e detalhes de grade de proteção.
c) Cálculos estruturais da última laje, considerando as cargas segundo NBR 6120 (carga de terraço) e as cargas de impacto do Helicóptero de Projeto (as duas hipóteses devem analisar efeitos locais e globais isoladamente).

Hipótese de Carregamento para Dimensionamento de Helipontos

Para o bom entendimento das hipóteses de carregamento para dimensionamento de helipontos se faz necessário o conhecimento de algumas informações importantes referente a engenharia Aeroportuária como veremos a seguir:

Definições Básicas (Aviação Geral)

a) Aeródromo – Toda a área destinada a pouso, decolagem e movimentação de aeronaves.
b) Aeródromo Privado – Aeródromo civil que só poderá ser utilizado com permissão de seu proprietário, sendo vedada sua exploração comercial.
c) Heliponto – Aeródromo destinado exclusivamente a helicópteros.
d) Heliporto – Heliponto público dotado de instalações e facilidades para apoio de operações de Helicópteros, embarque e desembarque de pessoas e cargas.
e) Gabarito – Superfícies limitadoras de obstáculos.
f) Operação VFR – Operação de aeronaves sujeita às regras de vôo visual.
g) Operação IFR – Operação de aeronaves sujeitas as regras de vôo por instrumento, que utilizam para a orientação informações de azimute e rampa de planeio fornecidas por equipamento de auxílio à navegação.
h) Baliza – Artifício visual utilizado como meio auxiliar na sinalização de obstáculos Sobe

Definições Básicas (Engenharia de Helipontos)

a) Avaliação dimensional do Heliponto
As dimensões de um Heliponto são funções básicas dos Helicópteros que nele irão operar, assim sendo, temos:

                               Esquilo (B=13,06 m)

Fica claro que quanto maior o helicóptero, maior deverá ser as medidas do Heliponto. Estas imposições dimensionais visam aumentar a segurança operacional, nos pousos e decolagens, isto é, devido a grande área abaixo do Helicóptero aparece um colchão de ar que aumenta sua sustentação (efeito solo). Um ventilador virado para o chão e próximo a ele demonstra claramente este efeito.

b) Plano Básico de Zona de Proteção de Helipontos

Todo Heliponto tem uma pintura de demarcação cujas informações são importantes.

Área de Pouso e Decolagem: é a responsável pelo efeito solo nos pousos e decolagens (colchão de ar).
Área de Toque: é a área na qual o helicóptero efetivamente pouso (quadro central).
Triângulo Central: Informa ao piloto da direção do norte-magnético (quadro periférico).
Número: Informa ao piloto a carga para qual foi dimensionada a plataforma, por ex.: 3 (carga máxima de pouso e decolagem 3tf).
Flechas: Indicam as direções das rampas de aproximação (nesta direção o gabarito é 1:13)

Importante:

É permitido por norma um desnível entre a área de pouso e a área de toque de até o raio do rotor principal do helicóptero de projeto, isto é:

Esta solução tem sido adotada em São Paulo, visando minimizar as dimensões dos helipontos sobre edifícios. Traz também redução de cargas a serem adotadas para dimensionamento como veremos a seguir. 

Engenharia Estrutural

a) Cargas pela ABNT: Todo heliponto se caracteriza como um terraço e assim deverá ter considerado em seu dimensionamento as cargas da NB-5/78, isto é, 300 kg/m2 em toda a sua extensão onde houver acesso livre a pessoas, nos helipontos em desnível esta consideração de carga na área de pouso poderá ser descartada evitando o acesso de pessoas.

b) Cargas segundo as Normas do Ministério da Aeronáutica: A análise de carga para o Helicóptero é muito simples, diz a Portaria no. 18/GM5.
“Todo piso de heliponto deverá ser dimensionado para uma carga pontual de 75% do peso total do helicóptero, atuando numa área de 0,09 m2”.
Normalmente admitimos a área de 0,09m2 como sendo de 30x30cm, isto é, o impacto de carga de uma única roda do trem de aterrissagem em um ponto qualquer do Heliponto. Por se tratar de uma carga pontual, todo o piso do Heliponto “onde é possível ” o pouso, deverá ser dimensionado para esta carga, levando-se em conta o efeito de punção no piso e os efeitos localizados desta carga em todos os elementos estruturais. Fica dispensada esta verificação onde a área de pouso for rebaixada em relação à área de toque.
Lembramos ainda a ocorrência de cargas aerodinâmicas de pouso e decolagem (devido o deslocamento de ar durante o pouso e decolagem). Ao nosso próprio critério, admitimos em nossos projetos para carga aerodinâmica 100 kg/m2 atuando em toda a extensão da área de Toque.

Conclusão
Para dimensionamento de Helipontos trabalhamos com três hipóteses de carga:

  • HIP.I. Peso Próprio + Sobrecarga de 300 kg/m2
  • HIP.II. Peso Próprio + Carga de impacto do helicóptero correspondente a 75% do peso total do helicóptero de projeto atuando nos pontos mais desfavoráveis da área de toque + 100 kg/m2 devido as cargas aerodinâmicas de pouso e decolagem.
  • HIP.III. Combinação da análise de ventos pela NBR - 6123 com as HIP.I e HIP.II na somatória da situação mais desfavorável. A hipótese da ocorrência de ventos de alta intensidade com o helicóptero amarrado ao Heliponto, admitimos ser a carga atuante nas amarras menor do que a carga de impacto e portanto não consideramos esta situação (Todos os elementos principais deverão ser contraventados.

Colaboração:

Carlos Freire de Andrade Lopes, Engenheiro Civil, Radiestesista, Piloto, atua como consultor nas áreas de Eng. Aeroportuária, Eng. de Estruturas Metálicas, Recuperação de Estruturas, Diretor da Engemaster Aeroaço LTDA e do Escritório Técnico Carlos Freire de Andrade Lopes.



     

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