Daniela Barbosa
A CSN não está satisfeita com a participação de pouco mais de 10% na Usiminas. Em entrevista a EXAME.com, o presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, disse que está buscando maneiras de aumentar de aumentar a presença na companhia.
"A Usiminas tem um potencial enorme, mas vive um mau momento. Estamos tentando, da nossa maneira, elevar a participação. Temos interesse, mas queremos fazer isso com qualidade", afirmou o executivo. Steinbruch participou, nesta quarta-feira (6/7), da 38º edição do prêmio Melhores e Maiores, da revista EXAME.
Ele, no entanto, não travou qual seria a participação ideal dentro da Usiminas. Em abril deste ano, a CSN ultrapassou 10% de participação das ações ordinárias (com direito a voto) de sua principal rival.
Como resposta aos movimentos da CSN, a Usiminas, em fevereiro deste ano, renovou o acordo de acionistas por mais 20 anos, vencendo em 2031. Pelo acordo, os acionistas controladores têm direito de preferência na compra das ações de seus pares.
Além da Usiminas, a CSN também está focada em seu processo de internacionalização. "Ainda neste mês deve sair o acordo da recente aquisição que fizemos na Espanha e Alemanha", disse o executivo. Em maio, a companhia adquiriu cinco empresas do grupo Alfonso Gallardo por 543 milhões de euro. "Queremos crescer fora do Brasil e vamos investir em países europeus e nos Estados Unidos", acrescentou.
Hoje, mais de 85% das vendas da CSN são destinadas para o mercado interno. Steinbruch se diz satisfeito com o número. "Nosso foco sempre será o Brasil", afirmou.
Pelo quarto ano consecutivo, a CSN é eleita como melhor empresa de siderurgia e metalurgia do prêmio Melhores e Maiores, da EXAME.
Infomet / Exame
Publicação: 07/07/2011