Demanda e distribuição de aço no Brasil

Baixada Santista – SP

Após o breve alívio expressado por usinas e revendedores em outubro e novembro a  respeito da demanda, uma redução significativa ocorreu na procura por laminados planos em dezembro. Segundo um distribuidor local, o principal motivo para a queda na demanda é porque “vem ocorrendo uma explosão de revendedoras de multinacionais desde o início de janeiro”.

Conseqüentemente, os preços dos laminados planos chegaram a cair 10% de dezembro do ano passado até a primeira semana de fevereiro. No entanto, ainda há boas perspectivas para o mercado de planos em março, uma vez que ainda são aguardados investimentos na área de gás por parte da Petrobras, e a demanda “deverá ser revitalizada com a disputa de preços entre distribuidores locais e revendedoras de usinas estrangeiras”, sugeriu um comerciante da região.


Campinas – SP

Desde que as constantes importações de vergalhão têm chegado ao mercado brasileiro, distribuidores vêm se queixando de concorrência desleal, com preços muito mais competitivos. Essa situação também é vista em Campinas e região, onde distribuidores vêem a demanda como boa, porém, com vendas impactadas pela importação.

O mercado siderúrgico para construção civil está aquecido e a tendência é de crescimento, visto que, obras referentes a copa do mundo e aos jogos olímpicos já estão sendo pautadas e licitadas. Em geral, preços são ditos como estáveis sem previsão de reajuste.

Entretanto, um distribuidor da região afirma que os preços das chapas já sofreram reajuste  de cerca de 20% durante o fim do ano passado, além de persistirem as dificuldades nas entregas.

Apurou-se com grandes consumidores de aço da Gerdau Aços Especiais e ArcelorMittal (Belgo) que os preços de barras especiais e fio-máquina com liga estão estáveis, e conforme reunião com as usinas, os preços devem continuar sem alteração até meados de 2010.


Natal – RN

Natal continua desfrutando da dupla convergência de otimismo. Os aços estruturais se apóiam no setor privado e público, que vêem com bons olhos as perspectivas de lucro e  necessidades de investimento em infraestrutura, respectivamente.

No entanto, a fonte intera que há preferência nos projetos voltados ao setor privado, uma vez que as obras públicas contam com atraso nos pagamento em alguns casos. Natal é na verdade um exemplo do que vem ocorrendo no estado do Rio Grande do Norte desde 2009. O mercado imobiliário regional voltou a crescer depois que grandes empresas reduziram significativamente os lançamentos voltados para o mercado internacional e passaram a focar mais no doméstico, segundo o Sindicato da Construção Civil do estado.


Ceará

A demanda parece estar em alta no Ceará, bem como suas projeções no médio prazo. O principal distribuidor tanto de planos como de longos na região, a Aço Cearense, já fala em expansão de algumas de suas linhas produtivas e contratação de pessoal para ajustar capacidade à demanda.

A empresa confirma que já está ampliando isntalações, embora por ora tal expansão seja somente com fins logísticos, ampliando estoques e dinamizando entregas. Projetos da Petrobras e mesmo na área siderúrgica são aguardados para o estado e, desse modo, tudo indica que a empresa esteja se preparando para não deixar que tal demanda seja atendida por qualquer um de seus concorrentes.

Fonte:

Infomet / World Steel Review
Publicação: 22/02/2010

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