O grande destaque continua nas mãos da China, que bateu um novo recorde de compra do minério da Vale durante o terceiro trimestre do ano. Foram ao todo 39,8 milhões de toneladas de minério de ferro embarcados para a gigante asiática. Como grande exportadora do Brasil, o diretor de finanças da Vale também criticou uma possível taxação das exportações de minério de ferro e avaliou que a medida "não contribui para o País a longo prazo".
Por outro lado, Barbosa foi enfático ao afirmar que a Vale está muito confiante com o futuro de suas operações e com a recuperação de seus mercados, como Estados Unidos e Europa, que, de acordo com ele, já apresentam melhora na produção siderúrgica.
"Não vemos agora a volatilidade que havia no primeiro semestre. Os riscos de queda estão diminuindo", disse o diretor da Vale. O executivo da mineradora também apontou para a melhora dos preços das commodities. Exatamente o preço mais baixo do minério de ferro, somado a uma demanda mais fraca, fez com que o lucro da Vale, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, ficasse em R$ 3,003 bilhões, um valor 61,3% mais baixo do que o anotado no ano passado.
Mas a recuperação dos mercados já fez com que o resultado dos últimos três meses fosse quase 105% superior ao do trimestre imediatamente anterior. Na mesma comparação, o volume de minério embarcado registrou alta de 35,9%, chegando a 75,1 milhões de toneladas.
Barbosa destacou os investimentos da Vale entre os anos de 2003 a 2009 , que atingiram US$ 60 bilhões e também a capacidade competitiva da mineradora. Semana passada, o presidente da Vale, Roger Agnelli, após reunião com o presidente Lula em São Paulo, anunciou investimento de R$ 24,5 bilhões para 2010. Do total, 67% será para a implementação de projetos. Ficarão no Brasil, segundo a mineradora, R$ 15,5 bilhões. O anúncio aconteceu após pressão do governo federal por investimentos da Vale no País.
O diretor da Vale preferiu não dar projeções para a produção de minério de ferro.
Infomet / DCI
Publicação: 30/10/2009 / InfoMet