
A galvanização por imersão a quente, por ser um processo industrial altamente mecanizado, tem um custo inicial menor do que outros revestimentos para proteção contra corrosão em diversas aplicações. O baixo custo inicial e a durabilidade fazem com que a galvanização seja o meio mais versátil e econômico para se proteger o aço e o ferro fundido por longos períodos contra corrosão atmosférica.
Nos equipamentos ou nas estruturas localizadas em áreas de difícil acesso, montadas de forma compacta ou ainda com restrições quanto à segurança (ex: torres de eletrificação), o aumento dos intervalos de manutenção reduz os custos decorrentes dessa operação e da interrupção de serviços. Em muitos casos, a galvanização torna a manutenção até desnecessária, mas, quando ela é indispensável, sua execução se faz sem pré tratamentos complexos.
A durabilidade dos produtos galvanizados é diretamente proporcional à espessura do revestimento de zinco e inversamente à agressividade do meio ambiente. Ela costuma atingir 10 anos em atmosferas industriais, 20 anos na orla maritíma e, frequentemente, mais 25 anos em áreas rurais.
A galvanização por imersão a quente por si só é um meio duradouro e com excelente custo-benefício.
Além disso, o aço galvanizado pode ser pintado resultando na combinação conhecida como sistema duplex. A pintura sobre o aço galvanizado, além de conferir cor ao material (por estética, segurança ou sinalização), aumenta a vida útil da estrutura em cerca de duas vezes sendo indicada para ambientes extremamente agressivos.

O processo de galvanização é simples, direto e totalmente controlado. A espessura (massa) do revestimento formado é uniforme, previsível e de simples especificação (conforme norma ABNT NBR 6323).

Com a galvanização por imersão a quente é possível revestir a peça completamente em alguns minutos, enquanto outros processos demandam horas ou mesmo dias. Logo após a galvanização a peça está pronta para ser utilizada, sem exigir preparação da superfície, retoques ou pintura.

O processo de imersão no zinco fundido produz um revestimento unido metalurgicamente ao aço pela formação de camadas de liga Fe-Zn e Zn.
Nenhum outro processo de revestimento apresenta essa característica que confere ao produto galvanizado uma grande resistência a avarias mecânicas durante o manuseio, estocagem, transporte e instalação.
Além disso, a dureza do revestimento faz com que ele seja particularmente adequado a aplicações nas quais a abrasão poderia ser um problema.

A imersão da peça no zinco faz com que toda a superfície seja revestida - superfícies internas, externas, cantos vivos e fendas estreitas nas quais a proteção por outros processos seria impossivel.
Somando-se a isso, a galvanização mantém a espessura do revestimento nos cantos e bordas, o que não ocorre em outros processos.

A galvanização, diferentemente de outros esquemas de proteção contra corrosão, confere proteção ao aço de duas formas: proteção por barreira e proteção catódica.
- Proteção por barreira: o revestimento de zinco isola todas as superfícies internas e externas do contato com os agentes oxidantes presentes no meio ambiente.
- Proteção catódica: o zinco, por ser mais eletronegativo que o aço, sofre corrosão preferencial ao aço e sacrifica-se para protegê-lo. Caso o revestimento seja danificado provocando sulcos na camada de zinco, os produtos de corrosão do zinco, por serem aderentes a insolúveis, se depositam sobre a superfície exposta do aço isolando-o novamente do meio ambiente, em um processo semelhante a uma cicatrização.
Além disso a velocidade de corrosão do zinco é mínima se comparada a do aço para as diferentes categorias de corrosividade.

O produto galvanizado pode ser facilmente inspecionado. Pela natureza do processo, a identificação de um revestimento contínuo e aderente é imediata. Além disso, sua espessura pode ser facilmente verificada a qualquer momento, por meio de equipamento magnético ou por testes não destrutivos (conforme normas ABNT NBR – 7397 / 7398 / 7399 / 7400).






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