Distribuidoras também se beneficiam com a importação

Uma das maiores distribuidoras de aço nacional, a Juresa Industrial de Ferro Ltda, adotou a prática de importar aço já em 1995. Hoje, menos de 10% do fornecimento de aço da Juresa é procedente do mercado siderúrgico nacional.

Conforme afirma o diretor comercial, Jorge Kaminsky, além da busca por um preço mais competitivo, a importação passou a ser vantagem a partir do momento que a produção das usinas nacionais não era suficiente para abastecer a crescente demanda da empresa.

Além disso, segundo o diretor, “as usinas são fieis àquelas empresas que também demonstram fidelidade comercial a elas”, ou seja, que dão prioridade de compra à determinada usina. No entanto, a busca por custos mais baixos sempre fez com que a Juresa procurasse novas oportunidades de negócios, que gerassem maior rentabilidade.

Ele explica que se a usina fornecesse a quantidade necessária, com um preço competitivo, seria mais interessante comprar do mercado nacional, a exemplo da negociação feita com a Usiminas no ano passado. “Entendo que por causa da crise, a Usiminas nos procurou para uma negociação. Compramos dela até setembro, depois eles paralisaram o negócio e voltamos à importação”, destaca.

A Juresa, que negocia 10 mil toneladas por mês, atualmente importa aço do México, Ucrânia, Rússia, Alemanha, Espanha e África.

Pool para importação do aço

Questionado sobre o pool de empresas para importação do aço, o diretor da Juresa Industrial de Ferro Ltda disse que é dever e direito de todo empresário procurar seu melhor negócio e que esta é uma saída estratégica para o crescimento do setor.

Fonte:

InfoMet
Publicação: 01/03/2010

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