Ao comentar a publicação "Economia Brasileira em Perspectiva", o ministro listou vários números, comentando que foram resultados melhores do que os apurados nos últimos dez anos ou desde a implantação do Plano Real em 1994. Mas ele negou que a exposição tivesse algum caráter eleitoreiro.
"A vida não se resume so à questão eleitoral", rebateu Mantega, acrescentando que na reunião ministerial de hoje de manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "disse que devemos continuar a trabalhar sem nos envolver no processo eleitoral."
O ministro comentou ainda que não ficou surpreso com o recuo dos preços em junho e julho, porque ele vinha dizendo desde o início do ano que a inflação iria cair, porque estava influenciada por "um choque de oferta passageiro".
Ele avaliou ainda que, ao surpreender o mercado financeiro na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no mês passado, elevando a taxa básica Selic em 0,5 ponto percentual aos invés de 0,75 ponto, como era esperado, o Banco Central já levou em conta o recuou dos preços.
"O Banco Central examinou o comportamento da economia e avaliou que houve uma desaceleração na inflação. Portanto, ele pode dar um aumento menor no juro", disse o ministro.
Reiterando que "a economia brasileira cresce de maneira saudável, gerando empregos", ele confirmou que no segundo trimestre do ano "houve uma desaceleração", mas a atividade voltou a ficar aquecida.
Ele citou entre os números da publicação que os gastos do governo com juros caíram o equivalente a 8,2% do PIB em 1999, para 5,4% em 2009, e devendo fechar 2010 em 5,2% do PIB. "Isso abre espaço para os investimentos públicos", afirmou Mantega.
Infomet / Valor
Publicação: 11/08/2010