Projeto do arquiteto Telesforo Giorgio Cristofani, de 1970, o Edifício-Sede da Telefônica passou por um retrofit em 2001, acompanhando a mudança de imagem da antiga Telesp no país.
Para isso, o edifício de 23 andares, na rua Martiniano de Carvalho, no Paraíso, em São Paulo, sofreu alterações expressivas.
A torre em concreto aparente, com janelas chanfradas a 45 graus na fachada, cedeu lugar a um moderno e alinhado edifício, revestido com painéis de alumínio composto Alucobond® na cor Champanhe Metallic e esquadrias de vidro laminado refletivo Silver Verde.
O prédio, em concreto protendido aparente, foi construído em 1975, utilizando técnicas artesanais para a execução das fôrmas, o que resultou em imperfeições, problemas de alinhamento, distorções e desníveis.
Em função desses problemas, o edifício passou por três reformas e recuperações de fachadas antes do retrofit, com intervenções que chegaram a durar até dois anos.
Objetivando solucionar as distorções, optou-se pelo revestimento das fachadas com painéis de alumínio composto Alucobond®, valendo-se da sua excelente planicidade, da facilidade de instalação e da possibilidade de adoção de grandes módulos. Além dessas qualidades, a leveza dos painéis é outra característica importante em casos de retrofit, pois não acrescenta carregamentos significativos na estrutura existente.
No processo de revitalização e re-adequação, o prédio recebeu escadas de segurança com estrutura de aço, fechamento em blocos de concreto sílico-calcáreo e revestimento de alumínio composto Alucobond®. As escadas colocadas à frente dos volumes das caixas dos elevadores, também foram revestidas com painéis de alumínio composto Alucobond®.
Essa solução respeitou a originalidade do projeto e atendeu às normas de segurança.
Todas as soluções do retrofit aplicadas na arquitetura, estrutura, hidráulica, elétrica, ar condicionado, dados e telefonia, são de autoria da INTARCO, Projetos e Consultoria S/C Ltda.
Um importante destaque do Edifício-Sede da Telefônica é que foi a primeira grande obra a usar o Sistema Fachada Ventilada no Brasil. Esse Sistema tira proveito da circulação de ar na camada formada entre o revestimento e as paredes, que contribui para o amortecimento térmico e acústico, reduzindo os custos com isolamentos e condicionamento de ar.
O amortecimento térmico acontece porque o uso das juntas abertas cria um efeito "chaminé", permitindo a entrada inferior do ar frio e a saída superior do ar aquecido. Esta circulação resfria o edifício e melhora o seu conforte térmico e higroscópico, evitando o acúmulo de umidades e condensações.
O uso das juntas abertas também permite que, sob a atuação de rajadas intensas de vento, as pressões internas e externas ao revestimento se equilibrem em frações de segundos, aliviando os esforços nos painéis em até 30%, possibilitando a adoção de painéis de maiores dimensões.
Outra vantagem do sistema de juntas abertas é a eliminação do uso de selantes, os quais, por atração eletrostática ou por liberação de óleos e outros produtos, fixam pó e poluição nos painéis, prejudicando uma das principais características da pintura fluocarbonada, que é a repelência. Sem a aplicação de selantes, o revestimento mantém o aspecto uniforme, sem acúmulos de sujeira, reduzindo a necessidade de manutenção.
Outra justificativa para a adoção do Sistema Fachada Ventilada foi o prazo reduzido para a execução da reforma. Por se tratar de um sistema de encaixe, do tipo gancho e pino, a instalação é muito ágil e prática. Isso resultou na instalação dos painéis de alumínio composto Alucobond® nas fachadas de forma extremamente rápida e limpa.