Artigo do colega Engenheiro Civil Paulo Cesar Bastos, publicado na coluna de Opinião de O Estado de São Paulo no dia 24/11/2011
É notória a necessidade de profissionais para a engenharia em todas as atividades, como de petróleo, de transportes (rodoviária, ferroviária e naval) bem como de edificações.
Anos de recessão levaram à migração dos engenheiros para outras opções. Agora, com a volta ao desenvolvimento, seria lógico um retorno maior à atividade desses engenheiros experientes e detentores de um conhecimento tecnológico, de um saber que não pode ser adquirido de um dia para uma noite.
Isso, parece que não vem acontecendo de uma forma coerente e competente. Nesta época de retorno ao crescimento, o Brasil não pode continuar perdendo para uma aposentadoria, diga-se "compulsória a partir dos 50 e poucos anos", muitos profissionais que não conseguiram aplicar uma parcela importante do seu conhecimento. Experiência e conhecimento são patrimônios e valem muito.
Para ilustrar, seguem três rápidos exemplos objetivos de tecnologias e práticas construtivas dominadas por profissionais de mais tempo de estrada: 1-Enfrentar, na Bahia, o super expansivo solo massapê, quase inviável sem um profundo conhecer;
2- Saber projetar e dosar, em São Paulo, camada de base de pavimentos em misturas com solos lateríticos com menores custos que os das britas graduadas;
3-Terraplenar com categoria e economia nas mineiras Alterosas, fazendo cortes seguros e aterros estáveis, sabendo onde e quando utilizar taludes de inclinações mais rigorosas.
Exemplos que valem dinheiro e economia para o contribuinte. É saber fazer mais por menos. É fazer o recurso público render. É a tecnologia junto à capacidade gerando prosperidade.
Posto isso, vale uma reflexão entre as grandes empresas da construção, os órgãos públicos contratantes e os profissionais e selecionadores dos recursos humanos. Algo precisa ser pensado e implementado. É preciso ação, não pode ficar na locução.
Engenheiros experientes, estamos prontos, no aguardo e ao dispor para a atuação como gestores, consultores, profissionais liberais e/ou no quadro fixo funcional, a depender dos níveis e necessidades dos serviços. Assim, esperamos colaborar, avançar e inovar na construção do progresso para um Brasil, sempre, melhor.
Blog Ênio Padilha
Publicação: 05/12/2011