Estrutura Tubular em Aço no metrô carioca

Enfim, Ipanema

A população do Rio de Janeiro recebe uma nova e moderna estação, transformando a região e integrando-a ao sistema de metrô

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Dois dias depois da comemoração do tricampeonato conquistado pela seleção brasileira de futebol, em junho de 1970, foram iniciadas as obras do metrô carioca. Sua linha prioritária deveria ligar a Barra da Tijuca a Ipanema. Em 2009, os trens do metrô finalmente chegaram a Ipanema com a inauguração, em dezembro, da Estação General Osório.

Terceira maior estação do metrô carioca, atrás apenas das paradas Carioca e Estácio, custou cerca de R$ 420 milhões e tem 12 elevadores, 17 escadas rolantes e seis esteiras rolantes. A Concessionária Metrô Rio estima que somente esta estação deverá ter um movimento de cerca de 20 mil passageiros/dia.

De acordo com o arquiteto Heitor Lopes de Sousa, da Rio Trilhos, sua concepção teve como ponto de partida as características de uma estação terminal que necessita de três acessos como forma de otimizar o fluxo de usuários do sistema metroviário. O acesso às plataformas se dá por um extenso mezanino que, por meio de diversas aberturas no piso, contribui com uma melhor ventilação e direciona os fluxos para as escadas de acesso aos trens.

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Para atender ao maior número possível de usuários, a estação possui três acessos em pontos estratégicos, sendo uma para o Bairro de Copacabana, localizado no final da Rua Sá Ferreira, e outros dois para Ipanema – um na Rua Jangadeiros com passagem subterrânea para a Praça General Osório e o terceiro na confluência das ruas Barão da Torre com Teixeira de Melo

Na superfície, destaca-se a estrutura em tubos de aço que cobre a entrada da Estação General Osório. A ideia, segundo Heitor, era criar um marco na praça, reforçando a chegada do Metrô ao bairro, e foi inspirada, numa referência à proximidade da estação com o mar, na forma dos crustáceos, como lagostas e camarões, que possuem em seus exoesqueletos camadas superpostas independentes, propiciando sua curvatura.

“A estrutura da cobertura foi concebida em quatro seções superpostas e de tamanhos diferentes, com a parte superior na forma de arcos abatidos. Considerou-se a estrutura tubular em arco como a mais adequada. Desta forma, cada módulo é interligado por tubos com seção menor e revestidos, na sua parte superior, com policarbonato alveolar. Nas partes plana e vertical adotou-se o vidro duplo. Para maior estabilidade dos módulos, o contraventamento utiliza tirantes cruzados na parte vertical do arco. E, por fim, a cor branca para os tubos foi adotada para transmitir maior leveza e transparência ao conjunto”, ressalta o arquiteto.

Tanto na estação como em seus acessos, o aço foi empregado como elemento complementar em corrimãos e guarda-corpos, painéis de revestimento, postes de iluminação e comunicação visual, armários técnicos e dutos de insuflação.

Apesar de ter sido executada no método construtivo para túneis em rocha, a arquitetura da estação, em seu corpo principal – áreas de embarque e desembarque de passageiros –, não transmite a sensação de confinamento, pois seu projeto, segundo Heitor, gerou a maior seção de túnel em rocha em meio urbano até hoje no Brasil. Além disso, o mezanino “recortado” propicia uma volumetria diferenciada, oferecendo mais conforto aos usuários.

A acessibilidade e a sustentabilidade também são características da Estação General Osório: nos acessos com maior extensão foram instaladas esteiras e escadas rolantes, e o planejamento da obra teve como foco interferir o mínimo possível no cotidiano de seu entorno. Mais um ponto para a tecnologia dos modernos sistemas construtivos. (D.P.)

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Ficha Técnica:

Projeto arquitetônico:Promon Engenharia (Arquiteta Patricia Cohen)
Coordenação: Arquiteto Jean-Louis de Billy / Rio Trilhos (Arquiteto Heitor Lopes de Sousa)
Colaboradores: Arquiteto João Batista Martinez Corrêa
Consultoria: Arqline Arquitetura e Consultoria
Área construída: 18 mil m²
Projeto estrutural: Promon Engenharia (Engenheiros Fragelli e Sergio Vilens)
Execução da obra:
CBPO Engenharia (Grupo Norberto Odebrecht)
Local:
Rio de Janeiro, RJ
Data do projeto:
2007
Conclusão da obra:
2009

Fonte:

Revista Arquitetura & Aço - Edição 24 – Dezembro/2010

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