Metálica

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Estruturas Metálicas na Montagem das Mineradoras

A  estrutura metálica possui baixo valor relativo (da ordem de 5% do empreendimento), porém tem importância vital no projeto industrial.

É a última a ser definida, porém é a primeira que deve chegar ao canteiro de obras. As estruturas metálicas são usadas na indústria de mineração para suportar os grandes equipamentos do processo (britadores moinhos, peneiras, misturadores, entre outros), que normalmente são de peso elevado e trabalham interligados processando o minério.

As empresas projetistas, especializadas em mineração, juntamente com a engenharia da empresa mineradora definem a planta do processo. Tudo se inicia com o estudo de viabilidade. Projetista e mineradora, em função da lavra, iniciam os arranjos de planta a ser instalada. Este estudo de viabilidade passa por várias fases até chegar a condição de ser submetido a aprovação dos acionistas.

Os projetos levados a aprovação do “Board” já estão com os arranjos básicos definidos, bem como o custo do investimento e seu respectivo retorno aos acionistas. Nesta fase, não se detalha o projeto, mas aprofunda-se a um grau de certeza da execução com o valor do empreendimento. Muitos projetos industriais são inviabilizados ao longo dos estudos. Estatisticamente, a cada quatro estudos de viabilidade, um é implantado.

Uma vez aprovado, o projeto entra em execução. O prazo para a execução do empreendimento torna-se peça muito importante no jogo. O projeto foi aprovado com vistas a uma demanda do minério em questão que, com certeza, já está em evidência no mercado. Para aquele investimento e aquela meta de produção pretendida, a operação da planta tem data marcada para iniciar. As engenharias das empresas projetistas, mineradoras e fornecedoras dos equipamentos afinam a solução do estudo aprovado.

Só após a definição de todos os arranjos e dos equipamentos mais importantes, passa-se então para a definição do projeto da estrutura metálica. Paralelamente, a mineradora parte para a contratação da terraplanagem, obras civis e também do fornecedor das estruturas metálicas.

O prazo está correndo! As equipes atentas ao orçamento desenvolvem os projetos. Nesta fase, muitas vezes, o fornecedor das estruturas metálicas não tem volume suficiente de projeto para iniciar o detalhamento e a fabricação das estruturas.

Só após a compatibilização dos equipamentos com as estruturas metálicas é que os projetos industriais são liberados definitivamente para o fabricante.

O canteiro de obras que fora iniciado está com a terraplanagem concluída e as fundações dos prédios em andamento. Agora, as estruturas metálicas têm data marcada para chegar.

A estrutura torna-se, nesta fase, o caminho crítico do cronograma de obras. Sobre ela apoiará os equipamentos industriais, bem como seus acessórios, complementos e a instrumentação para operar a planta. 

Segurança no trabalho

A segurança no trabalho ganhou, nos últimos tempos, importância muito grande nos canteiros das mineradoras. As estruturas metálicas são totalmente parafusadas, garantindo economia nos prazos e custos, bem como a qualidade da obra e a segurança do pessoal na montagem.

Os prazos e os custos têm que ser obedecidos, mas nunca atropelando as normas de medicina, higiene e segurança.

Codeme atua em Projetos de Mineração

A Codeme, nos últimos 12 meses, vem atuando nos projetos de expansão das empresas mineradoras Anglogold Ashanti Brasil Mineração Ltda; MBR - Minerações Brasileiras Reunidas S.A.; Samarco Mineração S.A.; RPM - Rio Paracatu Mineração S/A.; CVRD - Companhia Vale Do Rio Doce, entre outras.

Para a Anglogold, a Codeme cuidou do detalhamento do projeto industrial e da fabricação de todas as estruturas metálicas e de todo o fornecimento de telhas e Steel Deck, na ampliação da Mina de Queiroz (Nova Lima - MG) e da Mina de Cuiabá (Sabará - MG), situadas na região metropolitana de Belo Horizonte. Com projetos industriais da empresa Minerconsult Engenharia Ltda e fiscalização da EPC Engenharia Projeto e Consultoria Ltda, as obras tiveram início em fevereiro de 2006, com previsão de 1.400 toneladas de estruturas metálicas.

Foi finalizada em agosto do mesmo ano com cumprimento total dos prazos prometidos. A operação da planta teve início em abril de 2007.

Na RPM - Rio Paracatu Mineração S/A, a Codeme formou consórcio com a empresa paranaense Brafer Industrial para o fornecimento total das estruturas metálicas e telhas da 3ª expansão. A RPM, situada no noroeste de Minas Gerais, é controlada pela canadense Kinross. O investimento total de US$ 470 milhões triplicará a produção de 5 toneladas/ano de ouro para 15 toneladas/ano e expandirá a extração prevista até 2016 para 2036.

A Minerconsult é responsável pela engenharia e gerenciamento de todo o projeto industrial.

Já para a Samarco, a Codeme está cuidando de todo o fornecimento das estruturas metálicas e telhas para a usina de beneficiamento de minério de ferro de Germano (MG). Trata-se do projeto "Terceira Pelotização da Samarco", que é constituído de uma nova concentração de minério de ferro em Germano, um mineroduto de 400 Km até a usina de pelotização em Ponta Ubu (ES).

A empresa foi contratada em novembro de 2004 com previsão de 3.300 toneladas. Os projetos industriais foram iniciados em abril de 2005 e a fabricação em junho daquele ano. Atualmente, o projeto está com previsão de 4.500 toneladas e término previsto para maio. A empresa mineira ECM Projetos Industriais cuidou da engenharia e a Codeme do detalhamento, fabricação e transporte das estruturas metálicas.

As telhas de cobertura e fechamento de todos os prédios foram adquiridas da Metform S.A., empresa do Grupo Codeme.

Para CVRD, a Codeme acaba de realizar um fornecimento de estruturas metálicas para o projeto Fazendão (Mariana - MG). Este fornecimento teve o objetivo de adequar e expandir os prédios existentes na mina. A empresa executou o detalhamento das estruturas metálicas, entregando a CVRD um projeto tridimensional, perfeitamente compatível com o software utilizado nos projetos de equipamentos, assegurando assim, total confiabilidade e ausência de interferências durante a montagem das estruturas.

Contratado em outubro de 2006, o fornecimento não poderia ultrapassar a data limite de 31 de dezembro daquele ano. Porém, foi entregue 10 dias antes, em prazo recorde.

Na MBR a Codeme foi contratada em vários pacotes. Iniciou-se com pedidos de 400 toneladas e 700 toneladas de estruturas metálicas para as instalações das plantas existentes e logo em seguida pacotes do Projeto Itabiritos.

O prédio do Pelotamento, com 1.900 toneladas foi adquirido pela MBR e Outokumpu, esta, líder em tecnologia de Pelotamento. Os prédios periféricos do forno (Britagem, Filtragem, Moagem, Prensagem, Mistura, etc) com um somatório de 4.400 toneladas foram contratados no pacote seguinte e já estão em fabricação.

Os prédios que não têm interferência com equipamentos estão sendo montados pela Codeme. Este pacote de fornecimento de serviços foi contratado separadamente. Enquanto a empresa projetista Minerconsult cuida da engenharia básica das estruturas metálicas, a Codeme está cuidando do detalhamento, fabricação, pintura e transporte.

Brafer

Brafer participa do fornecimento de cerca de 10.000 t de estruturas para o setor de mineração em 2007.

A empresa paranaense Brafer Construções Metálicas aposta no crescimento do setor de mineração. Em 2006 participou da obra da Minera Spence, no Chile, com o fornecimento de 1.900 toneladas de estruturas.

Mineradora MMX

Já em 2007, a empresa tem dois contratos em andamento: a Mineradora MMX e a ampliação da planta de mineração de ouro de Paracatu. A nova planta de mineração de ferro no Amapá, Mineradora MMX, está localizada no município de Pedra Branca do Amaparí. Para essa obra, a Brafer será responsável pelo fornecimento de aproximadamente 2.500 toneladas de estruturas, que irão compor o prédio da britagem, do peneiramento, da jigagem, deslamagem, entre outros. O aço utilizado será o A36 com uma demão de pintura epóxi de 140µm. Os grandes desafios desta obra são o prazo bastante curto e a distância até o local de entrega, que envolve transporte rodoviário e fluvial.

Paracatu

A expansão três da planta de mineração de ouro de Paracatu, situada a 500 km ao norte de Belo Horizonte, em Minas Gerais, inclui o fornecimento de 7.000 toneladas de estruturas. A obra está sendo feita em parceria com a Codeme, pois o exíguo prazo para entrega exigiu esforços conjuntos.

As estruturas serão utilizadas nos prédios de processo, com destaque para o edifício da moagem que, sozinho, terá 4.500 toneladas, com colunas em que cada peça chega a pesar individualmente 35 toneladas, necessitando transporte especial.

Outro destaque, é o edifício do pátio da pilha de estocagem que tem uma grande estrutura formada por vigas treliçadas formando duas águas com vão entrecolunas de 75 metros e pé-direito central de 40 metros. Este edifício será fornecido e montado pela Brafer. Para essa obra, serão utilizados tanto o aço A36 (250MPa) quanto o A572 grau 50, com resistência de 350MPa. A estrutura recebe três camadas de pintura epoxídica, com 125µm cada, totalizando 375µm.

Usiminas Mecânica também aposta no segmento de Mineração

A Usiminas Mecânica, empresa do Sistema Usiminas especializada no fornecimento de bens de capital e serviços, registrou recorde histórico de vendas em 2006, atingindo o valor de R$ 1 bilhão. Para 2007, as boas perspectivas são respaldadas por uma carteira expressiva de projetos industriais, na qual se destacam obras nos setores de Montagem Industrial, Equipamentos e de Estruturas Metálicas. Entre os setores em que a companhia aposta está o de Mineração.

A mineração tem tido destaque na carteira da companhia ao longo de seus 37 anos. E mais notadamente a partir de 2004, quando iniciou os trabalhos na Mina de Brucutu, da Companhia Vale do Rio Doce. Durante 24 meses a Usiminas Mecânica forneceu 12 mil toneladas de estruturas metálicas fabricadas na sua unidade de Ipatinga e montadas em São Gonçalo do Rio Abaixo, cidade próxima à Belo Horizonte. “Foi um passo importantíssimo para a Usiminas Mecânica a sua participação em um projeto dessa magnitude, o que abriu as portas da empresa para outros projetos nas áreas de minério e não-ferrosos da Vale do Rio Doce”, afirma Guilherme Muylaert, diretorsuperintendente da Usiminas Mecânica. A mina de Brucutu foi inaugurada em 2006.

No início de 2007, a Usiminas Mecânica venceu a licitação para mais um empreendimento de uma controlada da CVRD. A Mineração Onça Puma deu início à contratação de empresas nacionais para o Projeto Onça Puma, que visa o aproveitamento dos depósitos de níquel laterítico, que se estendem pelos municípios de Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu e Parauapebas, todos no Sul do Pará. Um projeto industrial de 17 mil toneladas de estruturas metálicas, telhas, calhas e lanternins.

Segundo a Vale do Rio Doce, essa estrutura daria para construir duas torres Eiffel. Serão cerca de 90.000m2 de cobertura. Essa produção começa a ser entregue em agosto de 2007 e tem previsão inicial de 12 meses de duração. Segundo a CVRD, essa parte do empreendimento gerará 220 empregos diretos na região. Para a Usiminas Mecânica o projeto vem fortalecer a sua posição junto ao mercado como fornecedor de estruturas metálicas para o segmento de mineração, que está em franca expansão. 

Alumar

Outro projeto industrial importante e em andamento é do Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar), formado pelas empresas Alcoa, Alcan, BHP Billiton e Abalco, um dos maiores complexos de produção de alumina do mundo. A Usiminas Mecânica fornecerá e montará parte dos equipamentos de processo e estruturas metálicas, que somam 14,5 mil toneladas, e que serão utilizadas no empreendimento de uma nova fábrica de alumina no estado. Além disso, a empresa está fabricando e efetuará a montagem de 7 mil toneladas de equipamentos e estruturas metálicas para um novo projeto de expansão da Alumina do Norte do Brasil (Alunorte), subsidiária da Cia. Vale do Rio Doce, em Barcarena (PA). O projeto foi iniciado em maio de 2006, com prazo para ser concluído em dezembro de 2007.

Icec participa do Projeto da Samarco

 

Com investimentos de R$ 1,8 bilhões, a Samarco está realizando o projeto da Terceira Pelotização em Ubu, situada na cidade de Anchieta (ES). Com uma participação efetiva neste importante projeto industrial, a ICEC fornece as estruturas metálicas para as áreas dos Espessadores de Concentrado, Espessador Clarificador, Preparação de Floculantes, Tanque de Homogeneização, Filtragem Roller Press, Estocagem de Carvão, Moagem de Carvão, Moagem de Calcário, Central de Dosagem e Mistura Pelotamento, Peneiramento, Empilhamento de Pelotas, Empilhamento de "Pellet Feed", Sistema de Preparação e Dosagem de Bauxita, Sistema de Retomada Sistema de Ar Comprimido, Sistema de Amostragem, Sistema de Distribuição de Energia, Sistema de Água de Processo e Oficina de Manutenção.

Também dentro do projeto de construção da Terceira Pelotização da Samarco, a ICEC está fornecendo para a Outokumpu as Estruturas Metálicas do Edifício do Forno de Pelotização.

Metasa executa Obras na Minas de Bauxita Paragominas

A Metasa Metalúrgica S.A, utilizando 4.600 toneladas de estruturas pesadas, médias e leves, executou obras na Mina de Bauxita Paragominas, localizada no Pará.

O projeto industrial é composto de vários prédios de diferentes funções, dimensões e estruturas, dentre eles: torres de processo, almoxarifado, oficina de manutenção, espessadores de rejeitos, casa de bombas, pipe rack, galerias, passarelas e torres de transferência.

Ainda na Mina de Bauxita Paragominas, a Metasa forneceu e montou para a Sandvik MGS, mais 1.100 toneladas de estruturas metálicas necessárias para a construção de um sistema completo de transportadores de correia e silo de armazenagem, destinados à movimentação e transporte da bauxita, proveniente da Lavra dentro da Planta.

Luiz Aragües, Gerente de Projetos da MGS, destaca que a Metasa tem participado como um de seus principais fornecedores de estrutura metálica para construção dos sistemas de transportadores de correia.

“O empreendimento Mineração Bauxita Paragominas, além do cunho social de gerar milhares de empregos e desenvolvimento para a região onde o projeto esta sendo implantado, visa o crescimento da cadeia produtiva da bauxita a partir das potencialidades das reservas do estado do Pará.” Segundo o Gerente do Departamento de Contratos da Metasa, engenheiro Douglas Roso, a integração entre as empresas e o arranjo da logística não impediram o cumprimento dos prazos, apesar dos 3.500Km que separavam a Metasa, no Rio Grande do Sul, do site em Paragominas/PA.

Fonte:

Revista Construção Metálica - Edição nº 79 -  ABCEM

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