Estruturas Tubulares: Projeto, Fabricação e Montagem - Página 2

Diagrama tensão-deformação

É importante aqui destacar que a NBR 8800/86, anexo A item A-2.3, limita a utilização de aços estruturais, permitindo o uso dos que possuam limite de escoamento igual ou inferior a 450 MPa, e que atendam a relação fu/fy 1,25, como forma de se garantir que a estrutura trabalhe de forma dúctil.

Figura 1 - Diagrama Tensão- Deformação
Outra característica importante para os aços estruturais é a sua soldabilidade. Esta característica está relacionada à capacidade de se obter uma junta soldada sem defeitos (isto é, com um nível de descontinuidades aceitável) e com características mecânicas adequadas (em geral resistência de junta soldada é especificada como devendo ser maior que o mínimo especificado para o metal base)

Uma avaliação básica e preliminar de soldabilidade de um material é feita tendo-se como referência o valor de carbono equivalente, o qual é função da composição qu\imica do aço. Existem várias fórmulas para calculo deste valor, sendo a mais comum e conhecida, a proposta pelo IIW ( International Institute Welding), normalmente referenciada como Ceq.

Outros fatores determinantes na soldabilidade são a espessura do material (grau de restrição de estrutura soldada) e o procedimento de soldagem (processo e consumível eletrodo) usado.

Outras metodologias e testes para avaliação de soldabilidade, que consideram algumas ou todas estas variáveis envolvidas, são também freqüentemente empregadas. Normalmente, estas metodologias resultam na definição de uma temperatura de pré aquecimento para obtenção de uma temperatura de pré -aquecimento mínima para a obtenção de uma solda sem presença de trincas. Tais procedimentos serão definidos para determinadas combinações de materiais (composição e espessura) e procedimento de soldagem a ser aplicado (processo/ eletrodo). Códigos e normas para estruturas soldadas (por exemplo AWS D1.1) também estabelecem tais temperaturas, além de outras recomendações, para os matérias já amplamente utilizados no mercado cuja soldabilidade já é bem conhecida.

Os aços patináveis da VMB são do tipo baixo carbono e baixa liga, de composição química similar à dos aços planos comumente utilizados em aplicações estruturais
A qualidade de resistência a corrosão atmosférica superios desses aços em relação aos aços estruturais comuns é obtida por pequenas adições de cobre e cromo, em valores que não chegam a afetar negativamente a soldabilidade ( o Ceq(IIW) é mantido abaixo de o,40%). Assim não há nenhuma dificuldade extra na soldagem destes aços em relação aos aços estruturais comuns.

Outro aspecto importante, freqüentemente ignorado e, estruturas soldados em aços patinável, é a especificação de um eletrodo de solda compatível com a característica patinável do aço. Em alguns casos, tais eletrodos são designados pela letra "W", mno final da especificação do eletrodo (ex: eletrodo AWS E7018W).

Deve-se ressaltar também , que nenhum código de soldagem recomenda a execução de soldas em juntas com defeitos pré existentes (trincas, etc...), sujas por tintas ou úmidas, graxas, oxidação e outras impurezas, eletrodos inadequados (especificação errada, úmidos e com revestimento danificado) e em condições de tempo inadequado (ventos fortes, chuva, etc.).

tabela-tubos-estruturais-2

(Clique para ampliar)


Em tais casos a probabilidade de problemas na soldagem (trincas porosidades) aumenta, independentemente do tipo de a;co a ser soldado.

No que diz respeito às tolerâncias dimensionais do comprimento, empenamento, diâmetro, espessura de parede, etc, estas visão definidas por diferentes normas, usualmente nacionais, as quais consideram os processos locais de fabricação de tubos.

Desta forma podemos deduzir que existem variações nas tolerâncias dimensionais das diversas normas existentes. Entretanto, quando comparamos as precisões das normas ISO:

657-14: Hot rolled steel sections - Hot-formed structural hollow sections - Dimensions and sectional properties - International Organisation of Standardisation e CEN EN 10210- 2 Hot finished structural hollow section of non-alloy ang fine grain structural steel - Part 2: Tolerances, dimensions and sectional properties. European Standard 1997, observamos que tais diferenças não são tão significantes nas mesmas.

a) Os desvios positivos são limitados pela tolerância de massa
b) Podem ocorrer desvios negativos superiores aos 10%, porem não superiores a - 12,5% de espessura na parede nominal. Tais transições devem ser suaves e da parede nominal. Tais transições devem ser suaves e não podem ocorrer em mais que 25% da circunferência.

Os produtos estruturais da Vallourec & Mannesmann Tubes atendem as precisões dimensionais de ambas as normas, sendo pois produzidos e inspecionados dentro dos mais rígidos padrões de controle.

São as seguintes as tolerâncias dimensionais dos tubos estruturais:

Diâmetro Externo (D)

D < 48,3 mm -0,4 mm + 0,8 mm
D < 60,3 mm + 1%

Espessura da Parede (t)

A espessura de parede mínima não estará, em nenhum ponto, mais que 12,5 % abaixo da espessura de parede nominal especificada. Podendo chegar em pontos isolados a -15%

Retilinidade (e)

e 2.08 mm/m



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