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Fachadas "Pele de Vidro"
Esquadrias especiais chegam à terceira geração

Componentes de alumínio em módulos unitizados são a ultima palavra em fechamento cortina.

As esquadrias especiais requerem projeto específico, baseado no projeto arquitetônico do edifício. São fabricadas para atender as características exclusivas, mas tiram partido dos modelos de alumínio padronizados, que na sua maioria são produzidos em forma de T ou tubular retangular. Em geral, fazem parte do universo das soluções de fachada cortina utilizada na maioria dos edifícios comerciais, hotéis e flats.

Uma nova geração de esquadrias especiais, chamadas unitizadas, já trazem o vidro incorporado e são fixadas a ancoragens nas lajes.O trabalho de fechamento é bastante facilitado e preciso, como mostraram as obras da nova sede do BankBoston em São Paulo.

A escolha da esquadria mais apropriada pode ser feita por um consultor especializado contratado diretamente pela construtora, que analisa custos, montagem, características técnicas e disponibilidades de mão-de-obra das empresas de caixilhos.

Apesar de diferentes soluções, todas as fachadas devem atender aos requisitos de desempenho da norma 10821, revisada em 1999, que fixa parâmetros de comportamento das esquadrias com relação a ação de chuva, ventos e cargas acidentais.Dependendo do tipo de sistema escolhido, pode sofrer testes de avaliação de desempenho em uma câmara de ensaio especial.A Câmara Azul de Afeal ( Associação dos Fabricantes de Esquadrias de Alumínio) ensaia fachadas cortina e permite a execução de três pavimentos-modelo.A câmara realiza testes de estanqueidade e resistência à ação de pressões negativas e positivas e as cargas acidentais.” Uma fachada deve durar pelo menos 20 anos, e os ensaios são fundamentais para garantir parte dessa vida útil”, explica João Batista Padilha, presidente executivo da Afeal.

Projeto e Montagem

A solução de fachada escolhida deve estar compatibilizada com o projeto estrutural do edifício. “Uma laje de concreto protendido possui cabos de protensão que não podem sofrer interferências de parafusos e ancoragens dos perfis de alumínio”, explica Paulo Celso Duarte, consultor em projetos de fachada. Cada solução estrutrural tem suas restrições que devem ser respeitadas. Após as análises e escolha do tipo adequado, parte-se para o controle tecnológico dos perfis. Cabe a eles a responsabilidade estrutural das fachadas e para tanto devem resistir a ação de vento e permitir a colocação de vidros, silicones, gaxetas e dispositivos auxiliares sem apresentar deflexões permanentes.O desenho dos caixilhos e a qualidade dos vidros também devem proporcionar conforto térmico e acústico aos usuários do edifício e os elementos de encaixe, como gaxetas, devem ser bem flexíveis e não ressecar ao longo do tempo.

Além de serem produzidos nas fábricas, os caixilhos também podem ser confeccionados dentro do próprio canteiro de obras.Dependendo da demanda de quadros, colunas e travessas, a produção torna-se mais econômica se for transferida para uma área reservada dentro do terreno da obra, como as áreas dos subsolos.Os caixilheiros passam a receber, cortar e usinar o alumínio dentro do canteiro e aumentam a produtividade de execução das fachadas, pois eliminam o tempo de transporte do sistema da fabrica até a obra.Além disso, a ausência do transporte elimina o pagamento de taxas como o ICMS, imposto de circulação de mercadorias e serviços, e permite a estocagem de quadros e vidros com maior segurança, pois o transporte provoca quebras e lascas.” Existem algumas obras que justificaram até a compra de novas máquinas”, afirma Duarte.

Todos os sistemas de fachadas são fixados na estrutura do edifício por parafusos ou chumbadores. Essa dependência exige que a estrutura seja executada de maneira rigorosa para evitar grandes desaprumos.Os corretos prumo e alinhamento garantem menor tempo de montagem e maior qualidade final do sistema.Os Caixilheiros devem especificar em contrato a qualidade da estrutura que necessitam para montar a fachada no prazo e custo determinados, pois é comum que antes da instalação dos caixilhos as lajes desalinhadas tenham que ser corrigidas, o que demanda tempo e mais dinheiro.Em geral, são utilizados calços nas ancoragens reguláveis que podem sobrecarregar os parafusos.Nesse casos, è preferível colocar um cavalete de aço e preencher com graute de concreto.

Problemas comuns

A patologia mais comum é a infiltração de água.Projetos malfeitos, materiais de má qualidade e execução deficientes são os grandes responsáveis.” Tudo afeta a eficiência do sistema, desde a escolha da linha de perfis até a qualidade das borrachas”, explica Duarte. Os perfis de alumínio podem ser de boa qualidade e possuir desenho apropriado mas se as gaxetas estiverem ressecadas perdem flexibilidade e não garantem mais vedação.Alem disso, a mão-de-obra de instalação deve ser especializada e conhecer a função de casa elemento do sistema para evitar erros de colocação das peças.” Se as borrachas forem instaladas dobradas, o painel não vai funcionar”.

Que os sistema são mais sofisticados, apresentam menos problemas futuros. No entanto, a manutenção é dificultada.A troca de vidros estruturados com silicone traz alguns inconvenientes.A peça de vidro deve ser arrancada, limpo o silicone, colocada nova peça com protetor de junta, injetado o novo silicone e completada a cura.Esse é o problema.A cura de um silicone monocomponente, usualmente utilizado na troca de vidros enquanto a cura não está completa.A limpeza da fachada também deve ser prevista e feita de acordo com a recomendação de cada fabricante.É importante evitar a utilização de máquinas que produzem jatos de água pois a pressão pontual do jato abre os selos do sistema e acaba com a estanqueidade da fachada.

Cortina

A rigor, todo fechamento externo de um edifício que seja estruturado de maneira independente e destacado da estrutura recebe o nome de fachada cortina.Dentro desse universo existem as fachadas tipo pele de vidro e as mais recentes, as unitizadas, compostas de painéis independentes estruturados com alumínio e vidro que podem ser associados a outros revestimentos.Apesar de a solução com painéis ser a mais recente, muitos arquitetos optam por sistemas nos quais os vidros são fixados mecanicamente, pelo menos em uma direção, com o emprego de perfis-tampa ou caixa.Essa “volta” ao passado tem caráter puramente estético.A seguir, conheça as principais características de cada solução.

1º Geração - Fachadas relógio

São os principais modelos de fachada cortina com vidros encaixilhados em perfis de alumínio. Esses vidros formavam quadros que eram presos ás colunas contínuas e travessas por meios de ganchos não reguláveis. Para tanto, a estrutura deveria ser perfeitamente executada, como um “relógio”, o que restringia sua utilização.

2ºGeração - Pele de vidro

Nessa geração, os quadros de vidros passam a ser aparafusados com presilhas, sobrepostos às colunas e travessas. A dependência de uma estrutura bem feita não é minimizada. O alumínio externo que sustenta os vidros já é apenas um pequeno filete, o que faz com esse tipo de fachada seja chamada de pele de vidro. Os quadros são independentes e podem ser retirados.

Estruturadas com Silicone (structural glazing)

È a evolução da pele de vidro, mas o conceito também é adotado em fachadas cortina ou no sistema unitizado. A quantidade e espessura do silicone são determinadas de acordo com as pressões de vento positivas e negativas do local, altura do edifício e linha do perfil utilizado.As colunas e travessas ainda são contínuas e presas à estrutura e a montagem é feita manualmente com o uso de andaimes externos.Intempéries como sol externo e chuva atrapalham a montagem.

3º Geração - Sistema unitizado

A fachada é formada por painéis independentes estruturados com vidro, cerâmica ou granito, içados com auxilio de guindastes e fixados por meio de ancoragens reguláveis. O sistema de montagem é mecanizado.Cada painel cobre uma altura de pé-direito e possui uma duas larguras de acordo com o projeto arquitetônico.É formado por colunas e travessas e dispensa a subestrutura para conter o vidro.A fixação pode ser mecânica ou utilizar silicone.Os painéis são totalmente pré-fabricados, o que aumenta o controle tecnológico e garante maior qualidade de fechamento à fachada.

A instalação pelo sistema mecanizado é rápida e o inicio da execução de serviços elétricos, hidráulicos e de acabamentos internos pode ser antecipado.

“O modo de construir no Brasil justamente destrói essa interseção”. Os fabricantes de esquadrias, por exemplo, produzem componentes do tamanho que querem, em dissonância com outros componentes e elementos.O construtor é obrigado a fazer vãos inusitados ou, às vezes, tem de quebrar a alvenaria para que as coisas se encaixem.Isso é trabalho, é algo que joga contra a produtividade.Ainda é rara, infelizmente, a coordenação modular dos projetos.”

Fonte:

Revista Téchne
Autor: Ceotto

     

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