Gerdau está entre as empresas brasileiras com mais de 100 anos de existência
Conheça a história e as lições de negócios de uma das companhias nacionais que sobreviveram ao turbulento século XX

id2247_gerdauUm dos maiores fornecedores de aços longos especiais do mundo, o grupo Gerdau começou a traçar sua rota de expansão desde sua origem, em 1901. Foi nesse ano que João Gerdau e seu filho Hugo compraram a Fábrica de Pregos Pontas de Paris, instalada no Rio Grande do Sul, o primeiro de vários negócios que seriam transformados e adquiridos pela gestão quase que hereditária da companhia, atualmente nas mãos de André Gerdau Johannpeter.

Com ações listadas nas Bolsas de Valores de São Paulo, Nova York, Toronto, Madri e Lima, a Gerdau possui operações em 14 países, entre eles Estados Unidos, Índia e Venezuela.

No Brasil, possui unidades em quase todos os estados, que produzem aços longos comuns, especiais e planos. Seus produtos atendem os setores da construção civil, indústria e agropecuária e estão presentes nas mais diversas formas: na estrutura de residências, shopping centers, hospitais, pontes e hidrelétricas, torres de transmissão de energia e telefonia e como matéria-prima de peças de automóveis.

Números que mostram mudança de atitude

Gerdau organizou, quarta-feira passada, o Dia Verde. O objetivo da ação foi promover uma reflexão coletiva sobre o futuro do planeta.

Uma das iniciativas foi promover o plantio de aproximadamente 8 mil mudas de árvores nas quatro cidades onde a Gerdau tem unidades da Operação de Aços Especiais – Pindamonhangaba, Mogi das Cruzes e Sorocaba, em São Paulo, e Charqueadas, no Rio Grande do Sul.

Graças ao Projeto do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), desde 2006, 254 mil empresas substituíram as notas fiscais em papel pela versão eletrônica. Com isso, provocou uma redução estimada de mais de 26 bilhões de toneladas de papel.

De acordo com Marco Zanini, presidente da NFe do Brasil, empresa especialista em inteligência fiscal eletrônica, antes do Sped, somente o Estado de São Paulo tinha 3,6 bilhões de notas fiscais armazenadas. Este número representa 26 mil estádios de futebol cobertos de papel.

Segundo uma enquete proposta pelo Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis), de Curitiba, 75% dos participantes já consideram o Produto Interno Bruto (PIB) como um indicador ineficiente de desenvolvimento.

Há um bom tempo, especialistas questionam o uso do PIB como instrumento para medir o progresso e o bem-estar dos países. O principal argumento é que o PIB não é eficiente porque desconsidera temas como saúde, pobreza, mudanças climáticas e uso dos recursos naturais.

Fonte:

Revista Grandes Construções / Exame
Publicação: 03/11/2010

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