Gerdau expande produção

Transformar valores em realidade. Para o diretor-presidente da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter , esta é a principal causa que levou a empresa, uma das maiores produtoras de aços longos do Brasil, a vencer o Prêmio DCI na categoria Siderurgia e Metalurgia. "Transformamos em prática os valores da empresa, exercitando-os no contato com colaboradores, clientes, fornecedores, comunidade e acionistas."

Para Johannpeter, o prêmio é reflexo de uma série de fatores, que abrangem a história de crescimento da Gerdau, assim como o que ele define como uma expressiva atuação social e a excelência de seus produtos e serviços. "Na base de tudo isso está a prática de valores centenários, que têm sido transmitidos ao longo do tempo", diz o executivo.

A empresa vem focando, já há algum tempo, a redução de custos com matéria-prima para se preparar para o futuro, ainda incerto, que se tem desenhado no cenário econômico brasileiro e mundial.

A Gerdau anunciou diversas ações nesse sentido, como a estratégia de ampliar o abastecimento de carvão mineral a partir de operações suas na Colômbia, assim como investimentos para aumentar a autossuficiência em minério de ferro. Para o período de 2011 até 2015, o programa de aportes previsto é de R$ 10,8 bilhões, dos quais cerca de 75% são direcionados para o Brasil.

Para diminuir a dependência de minério de ferro, a Gerdau continua com o projeto de ampliação da capacidade de tratamento situada em Miguel Burnier (MG), que produzirá aproximadamente 7 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para atender à unidade mineira de Ouro Branco, cuja necessidade será totalmente atendida já no ano de 2012. De acordo com Johannpeter, os recursos minerais da Gerdau, no Brasil, atendem e excedem as necessidades de abastecimento próprio da siderúrgica. Por essa razão, a empresa estuda a exploração comercial desse excedente de minério de ferro, e para tanto pretende investir cerca de R$ 530 milhões no projeto que abrangerá lavra, processamento, logística de transporte, armazenagem e comercialização da principal matéria-prima para a fabricação de aços.

Ainda em Minas Gerais, na usina de Ouro Branco, está prevista a instalação de dois novos laminadores de aços planos. "Um será voltado para a produção de chapas grossas, e o outro, para bobinas a quente. Juntos, os equipamentos somam 1,9 milhão de toneladas de capacidade instalada", diz o executivo André B.Gerdau Johannpeter.

De olho no futuro

O diretor-presidente da Gerdau afirma que a empresa adota uma postura cautelosa em relação a 2012, mesmo que não tenha sentido ainda impacto da crise econômica mundial.

"Até o momento não sentimos os efeitos das incertezas econômicas em nossas vendas", explica.

Johannpeter destaca que a maioria das operações da siderúrgica está nos países emergentes, onde a demanda segue aquecida.

"Entretanto, continuamos com expressiva preocupação em relação à desindustrialização da cadeia metalomecânica no Brasil, importante segmento consumidor de aço", pondera Johannpeter.Ele ressalta que a busca por patamares de excelência é uma atuação contínua da empresa, acompanhada de valores centenários e de rigorosos princípios éticos. "Ao mesmo tempo, a tomada de decisões é feita a partir de uma sólida estrutura de gestão", diz Johannpeter. Para ele, o resultado disso é uma companhia com agilidade para se ajustar à evolução do mercado, com competitividade crescente, "que prima pelo respeito a todos os seus públicos: colaboradores, clientes, fornecedores, acionistas e comunidade". E parece que no cenário econômico atual esses requisitos serão mais do que primordiais.

Resultados

No acumulado do ano, no período compreendido entre janeiro e setembro, a receita líquida consolidada da Gerdau teve um acréscimo de 12% em relação aos nove primeiros meses de 2010, alcançando R$ 26,3 bilhões.

As vendas físicas consolidadas chegaram a 14,5 milhões de toneladas, também apresentando evolução de 12%. No mesmo período, a produção consolidada de aço foi 11% superior ao atingir 14,9 milhões de toneladas.

Ao longo do trimestre, todas as operações da Gerdau registraram aumento das vendas físicas.

No Brasil, exceto nas usinas produtoras de aços especiais, comercializou-se 1,8 milhão de toneladas de aço, quantidade 9% superior à do mesmo período de 2010, graças ao aumento da demanda no mercado interno. Desse total, 1,4 milhão de toneladas de aço Gerdau foi comercializado no mercado brasileiro, um acréscimo de 13% frente ao de mesmo período do ano anterior. As exportações a partir do País tiveram redução de 2%, 417 mil toneladas.

Os demais países da América Latina somaram 711 mil toneladas de aço comercializadas, 26% a mais perante o mesmo período do ano anterior.

Fonte:

Usinagem Online
Publicação: 03/12/2011

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