O Grupo Gerdau está entrando na briga pela aquisição da Usiminas. De acordo com informações veiculadas nesta quarta-feira pela agência Bloomberg e pelo jornal Valor Econômico, o objetivo do grupo siderúrgico é conter a ofensiva da concorrente Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que já teria acenado com uma oferta de US$ 2,9 bilhões em troca de 26% do capital da Usiminas – fatia que hoje pertence aos grupos Camargo Corrêa e Votorantim.
As informações dão conta de que a Gerdau estaria se articulando com o Nippon Steel, atual sócio majoritário da Usiminas. O grupo japonês teria resistência a dividir o comando com o empresário Benjamin Steinbruch, controlador da CSN. No passado, a Nippon foi sócia de Steinbruch na Namisa, subsidiária da CSN que opera no mercado de mineração. Entretanto, devido a divergências, os japoneses saíram do negócio.
Agora, para evitar que Steinbruch ganhe espaço no controle da Usiminas, o Nippon Steel estaria disposto a exercer seu direito de preferência e comprar a fatia dos grupos Camargo Corrêa e Votorantim. Posteriormente, revenderia a parcela ao Grupo Gerdau.
A CSN, terceira maior siderúrgica do país, tem comprado ações da Usiminas no mercado pelo menos desde janeiro, quando informou que poderia elevar sua participação na companhia até ter condições de participar do controle. No entanto, a Gerdau teria mais chances de conquistar o apoio do governo para conduzir um processo de consolidação da indústria siderúrgica no país, com o objetivo de competir no mercado global. Isso porque o governo brasileiro pretende aumentar a oferta de aço com aplicação em projetos de infraestrutura antes da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
Procurada por AMANHÃ, a Gerdau afirmou que não está envolvida em negociações para aquisição da Usiminas.
Infomet / Amanhã
Publicação: 15/09/2011