"No entanto, nós não acreditamos em uma recuperação sustentável no preço do aço, devido ao excesso de capacidade crônica na indústria de aço global, a qual pode levar de três a quatro anos para eliminar", ressaltam os analistas.
Em relatório, foi analisado o cenário para as mineradoras e siderúrgicas brasileiras em novembro, com destaque para as exportações de minério de ferro, as quais vieram abaixo das expectativas, devido, principalmente, à deterioração da demanda europeia e da Japonesa – queda de 21% e de 32% na comparação mensal, respectivamente.
Por outro lado, os analistas estimam que a demanda da China e da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, na sigla em inglês) permaneça forte durante o próximo ano.
Já a importação de aço plano mostra uma tendência positiva, embora já prevista. Na passagem de outubro a novembro houve uma redução de 41% das importações, embora o dado tenha sido destorcido devido ao volume de negócios artificial em outubro. "Os agentes do mercado anteciparam a 'internalização' de inventários nos portos devido à preocupações de mais medidas protecionistas", analisam.
Deste modo, Correa e Antunes acreditam que a tendência negativa para as importações continuará, devido a incentivos não atrativos nos preços e aos estoques altos na cadeia de distribuição.
Quanto aos aços longos, os analistas destacam que estes, embora ainda menos ameaçados pela importação que o mercado de aços planos, possuem descontos significativos para defender o mercado interno e impedir que novos canais de importação sejam criados.
Infomet / Infomoney
Publicação: 13/12/2010