No ano passado, a obra havia sido postergada em função da crise que impactou o consumo de aço no mundo. Somente para a expansão do laminador de perfis estruturais serão necessários aportes da ordem de R$ 100 milhões. Conforme a Gerdau, com a ampliação, a capacidade instalada anual do equipamento passará de 540 mil para 700 mil toneladas no próximo ano.
Em nota, a empresa informou que o "incremento da produção de perfis estruturais objetiva principalmente abastecer as obras para a Copa do Mundo de
futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil, assim como as demandas que serão geradas no país pela exploração do petróleo do pré-sal". A Gerdau informou, ainda, que os equipamentos referentes à expansão do laminador de perfis estruturais já foram adquiridos.
O laminador de chapas grossas terá capacidade instalada para 1 milhão de toneladas por ano, com possibilidade de futuras expansões. O investimento de R$ 1,75 bilhão marca o início da produção de aços planos da Gerdau no Brasil.
De acordo com a assessoria de comunicação da empresa, o início da operação do laminador está programado para o segundo semestre de 2012, tendo como principal foco o segmento petrolífero, seguido das indústrias naval, da construção civil e de equipamentos pesados. O excedente da produção será destinado ao mercado externo, principalmente para países da América Latina.
Além disso, está prevista a geração de até 4 mil empregos temporários durante os trabalhos. Ainda segundo a empresa, devem ser criadas 420 novas vagas permanentes para a operação do novo equipamento.
Todos os recursos previstos nas obras fazem parte dos R$ 6,3 bilhões já anunciados pela empresa para os próximos anos. No plano original, para a
ampliação - de 4,5 milhões de toneladas anuais para 5 milhões de toneladas por ano - seriam necessários aportes de US$ 277 milhões.
A última expansão da capacidade da Gerdau Açominas, maior unidade do grupo gaúcho, ocorreu em 2007, com inversões de R$ 1,5 bilhão. Na ocasião, a capacidade produtiva saltou de 3 milhões de toneladas ao ano para as atuais 4,5 milhões de toneladas.
Placas - Em julho do ano passado, com a entrada em operação do lingotamento contínuo de placas, cuja capacidade instalada é de 1,5 milhão de toneladas por ano, a empresa começou a fabricar placas de aço, matéria-prima para a produção de chapas grossas. Atualmente, a Gerdau produz aços planos nos Estados Unidos, além de comercializá-los no Brasil, por meio da Comercial Gerdau, maior distribuidora de aço do país.
Atualmente, as siderúrgicas no país contabilizam uma ociosidade próxima de 50%, se considerada a produção destinada ao mercado interno. A capacidade instalada fechou 2009 em 42 milhões de toneladas e a demanda chegou a 20 milhões de tonelas, conforme dados do Instituto Aço Brasil (IABr). Mesmo com este cenário, a expectativa para este ano é que sejam iniciados investimentos que vão totalizar US$ 39,8 bilhões até 2016.
Serão US$ 8,4 bilhões em expansão do parque existente, com maturação até 2014; US$ 8,9 bilhões em novas usinas que devem estar concluídas até 2016 e outros US$ 22,5 bilhões em novos projetos (em estudos anunciados). Caso se confirmem, o resultado dos aportes representará um acréscimo de 35 milhões de toneladas à capacidade atual do parque siderúrgico.
Infomet / Diário do Comércio
Publicação: 29/04/2010