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Gerdau vai procurar parceiros para mineração

Fernanda Guimarães


O presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, informou, hoje, em teleconferência com jornalistas, que a companhia procurará parceiros para o desenvolvimento dos ativos de mineração da companhia depois que o plano de negócios para esse segmento estiver finalizado. A siderúrgica espera definir o modelo para a monetização de seus ativos minerais até o fim do ano.

"Depois do plano procuraremos um sócio e parceiros que tenham interesse. Pode ser do setor do aço, um trader, do setor de mineração, um investidor financeiro. O leque está aberto", disse o executivo. Johannpeter destacou que, desde que a companhia abriu o seu interesse em monetizar os seus ativos minerais "diversas empresas procuraram a Gerdau interessadas".

O nível de utilização da capacidade da Gerdau nas operações do Brasil está, hoje, em 86%/87%. Já as operações da siderúrgica nos Estados Unidos está em 70%.

O vice-presidente executivo de finanças, controladoria e Relações com Investidores da Gerdau, Osvaldo Schirmer, disse que a companhia "não possui nenhum plano para diminuir a sua capacidade", nem no Brasil nem nos Estados Unidos.Schirmer disse, ainda, que o panorama de preços para o aço é de estabilidade. "Os preços estão estáveis e conseguimos diminuir no ano os níveis de descontos que foram feitos no final do ano passado", disse o executivo.

Fonte:

Infomet / Agência Estado
Publicação: 11/11/2011

Gerdau volta apostas para mercados interno e dos EUA

Denise Carvalho

Apesar das preocupações com a dimensão da crise europeia e seus efeitos no Brasil, o executivo André Gerdau Johannpeter, diretor-presidente do grupo siderúrgico Gerdau, sinalizou ontem que está otimista em relação ao desempenho dos negócios em 2012. Suas apostas estão voltadas, sobretudo, para o avanço do mercado no Brasil e para a retomada de crescimento dos Estados Unidos.

As expectativas da companhia indicam que o mercado interno brasileiro continuará aquecido no próximo ano por causa dos projetos de construção civil e de infraestrutura em andamento - como as obras para a construção de estádios para receber os jogos da Copa do Mundo, que será realizada no Brasil em 2014. A previsão é que o volume de vendas no país cresça entre 10% e 12% em 2012.

"O sistema financeiro está em crise, mas não está afetando nossas entregas, até porque atuamos em países emergentes. Nessas regiões, o mercado segue crescendo", disse André Johannpeter em teleconferência com jornalistas, ontem, para comentar os resultados do terceiro trimestre.

Em relação ao mercado americano, a expectativa de bom desempenho se deve à melhora no nível de atividade. A utilização de capacidade instalada da operação da Gerdau nos Estados Unidos avançou de um patamar de 62% para 70% em um ano.

Além disso, os negócios nos Estados Unidos responderam por 25% do resultado antes do juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) no terceiro trimestre. Um ano atrás, representava 15%.

Os primeiros indícios que reforçam a perspectiva de um cenário mais positivo foram os resultados obtidos pela Gerdau no terceiro trimestre. A empresa lucrou R$ 713 milhões no período, o que corresponde a um crescimento de 17% em relação ao valor apurado um ano atrás. Segundo Johannpeter, a melhora do resultado se deve às menores despesas financeiras, aos efeitos da variação cambial e aos benefícios fiscais decorrentes do pagamento de juros sobre o capital próprio.

A receita líquida avançou 9% no período entre julho e setembro, totalizando R$ 8,9 bilhões. O acréscimo refletiu o aumento das vendas em todas as regiões onde a Gerdau opera.

"Achei bom o desempenho da Gerdau, em linha com o que o mercado esperava no que diz respeito às vendas físicas, que totalizaram 4,8 milhões de toneladas", diz Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora.

No mercado interno, as vendas alcançaram 1,4 milhão de toneladas, o que significou um aumento de 13% em relação a igual período de 2010. As exportações somaram 417 mil toneladas, 2% menos em comparação a 2010. "A empresa ampliou as vendas no mercado local e reduziu as exportações", diz Galdi.

O Ebitda, por sua vez, caiu 4%, para R$ 1,2 bilhão, reduzindo a margem de 15% para 14%. A queda é efeito da pressão de custos, como salário e insumos (óleo combustível e energia, por exemplo).

O que deixa a Gerdau um pouco mais tranquila em relação ao futuro é o dinheiro em caixa - R$ 4,3 bilhões - engordado pela emissão de ações, de R$ 3,6 bilhões, em abril. Em consequência da oferta pública, a dívida bruta da empresa caiu 7,8%, para R$ 13,5 bilhões, na comparação com dezembro de 2010.

"Com essa emissão, a Gerdau equacionou dívida cara e melhorou a estrutura de capital", avalia o analista Rafael Weber, da Geração Futuro.

"A situação dá tranquilidade para a Gerdau cumprir o plano de investimentos, de R$ 10 bilhões até 2015, sem precisar recorrer a bancos e capital próprio num momento ruim."

Fonte:

Valor Econômico
Publicação: 11/11/2011


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