De acordo com Christiano da Cunha Freire, o presidente da Frefer Metal Plus, uma das maiores distribuidoras independentes de aço do país, embora a importação tenha o poder regularizador dos preços do mercado doméstico - assim como aconteceu no Brasil, fazendo com que os custos do aço nacional recuassem, a comercialização de produtos importados de maneira desenfreada gerou o descontrole de toda cadeia.
"Empresas novas, que não eram do setor de distribuição, se aproveitaram do bom momento para importar, e, em função do despreparo, acreditaram que o mercado teria condições de absorver a mercadoria. Porém, como as usinas nacionais baixaram os preços essas empresas estão saindo do mercado e a tendência é que a partir de novembro o setor comece a voltar à normalização", explica Freire.
A Frefer, que desde meados de agosto está trabalhando somente com produtos nacionais por causa dos riscos da importação, está com o índice de demanda elevado.
"Hoje não está sendo viável importar, com a redução dos preços nacionais, não vale a pena correr o risco de dumping", ressalta o presidente da Frefer.
Assim com a Frefer, a Açocorte tem feito grandes parcerias com as usinas nacionais para fortalecer o mercado concorrido.
Contudo, a Açocorte, não menos confiante, tem tido dificuldade em escoar seus produtos. "Além da baixa demanda o mercado está trabalhando com margens extremamente reduzidas e com isto muitas negociações acabam por empatar ou até mesmo contabilizar algum prejuízo. Mesmo assim, a Açocorte neste início de mês está muito confiante em uma retomada, pois o mês começou com as vendas em alta e tem se mantido, por isso podemos afirmar que estamos preparados para uma alta demanda", destaca Ricardo Santana, diretor comercial da Açocorte.
Segundo Freire, esta crescente no mercado do aço deve continuar e os preços do mercado siderúrgico voltam a subir no começo do primeiro trimestre de 2011.
Infomet
Publicação: 20/10/2010