Estes dados da importação são reafirmados por indústrias metalúrgicas que, embora usufruam dos descontos oferecidos pelas siderúrgicas nacionais, continuam importando matéria-prima.
Segundo Ronaldo Souza Martins, comprador da Telas São Jorge, o mercado aquecido da construção civil aumentou a demanda de produtos e a necessidade de ter disponíveis produtos mais baratos para atender aos clientes.
A empresa que não trabalha com estoque de aço, acredita que a importação continua sendo um negócio mais rentável para conseguir baratear o custo do produto final e manter uma margem de lucro razoável.
O vendedor afirma no caso de alguns produtos a discrepância entre produtos nacionais e importados chega a ser de 40%.
De acordo com fontes do setor, esta competição desigual entre produtos nacionais e importados só vai ter fim quando medidas econômicas contra o câmbio elevado sejam efetivadas, uma vez que o aço doméstico chega a ser aproximadamente 50% mais caro que o internacional, reduzindo sua competitividade, conforme apontam levantamentos do IABr.
InfoMet
Publicação: 02/12/2010