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Indústria siderúrgica fluminense terá mais de R$ 23 bilhões em investimentos

A meta de transformar o Rio de Janeiro no maior produtor siderúrgico do país está cada vez mais próxima de ser atingida. Até 2020, a expectativa é aumentar a capacidade do Rio de 14,77 milhões de toneladas de aço/ano para 33,17 milhões de toneladas/ano. Os investimentos no setor somam mais de R$ 23 bilhões em quatro grandes projetos: Gerdau, Ternium, Wisco e CSN. A Companhia está acelerando as obras de implantação de sua unidade de aços longos em Volta Redonda, que deve produzir cerca de meio milhão de toneladas anuais de fio-máquina e perfis.

Outro projeto é da expansão da Cosigua, do grupo Gerdau, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Nos últimos anos, o Rio de Janeiro recebeu dois megaprojetos siderúrgicos: Em 2009, uma planta integrada do Grupo Votorantim, em Resende, no Médio Paraíba, unidade no valor de R$ 1 bilhão com capacidade para produção de 1,02 milhão de toneladas/aço de laminados e aço longo; e em junho de 2010, a CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), em Santa Cruz. A siderúrgica, que contou com investimento de R$ 13,2 bilhões da Vale e da alemã ThyssenKrupp, fabrica 5 milhões de toneladas de aço/ano.

Segundo estudos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, a produção de aço será alavancada com base nas previsões de investimentos do setor privado necessárias para desenvolver as atividades ligadas à construção civil, naval e para a implantação da infraestrutura do pré-sal. Para a subsecretária de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Renata Cavalcanti, as demandas para o setor serão especialmente maiores no Rio de Janeiro.

- Os inúmeros investimentos industriais que já iniciaram suas implantações ou estão projetados para um futuro muito próximo, somados às enormes necessidades futuras para atender ao pré-sal e aos investimentos na infraestrutura para os Jogos Olímpicos de 2016, fazem do Rio um destino certo para o setor siderúrgico. Simultaneamente, temos uma forte demanda mundial por aço, impulsionada principalmente pela China -  afirmou Renata Cavalcanti.

O futuro do setor é promissor

A Gerdau irá duplicar a sua fabricação de aço e laminados, chegando a 1,8 milhão de toneladas/ano até 2016, com a usina Cosigua, no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O empreendimento, que custará R$ 2,47 bilhões, irá gerar 550 empregos diretos e 3 mil indiretos. Durante as obras, serão criadas cerca de 1.700 vagas temporárias. O cronograma de expansão se dividirá em duas fases: de 2011 a 2013 e de 2014 a 2016.

- Estamos investindo no Rio para atender à expansão futura da demanda por aço no Brasil, impulsionada pelo crescimento da economia e por eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que envolvem não somente a construção e reforma de complexos esportivos, mas também a ampliação da infraestrutura aeroviária, hoteleira, de energia e de telecomunicações  -  disse o presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter.

O maior empreendimento no setor é a siderúrgica da Ternium, da Organização Techint, que ficará no Complexo do SuperPorto do Açu, no Distrito Industrial da Codin, em São João da Barra, no Norte Fluminense. A usina, que tem capacidade para fabricar 5,6 milhões de toneladas de placas de aço durante o ano, deverá receber investimentos de R$ 8 bilhões. A Ternium também prevê novos projetos em sua segunda fase, que vão aumentar a capacidade de produção fluminense.

Mais dois projetos estão previstos no setor: a estatal chinesa Wuhan Iron and Steel (Wisco) e o Grupo EBX anunciaram a construção de uma usina siderúrgica, que deve ser entregue em três anos, com recursos no valor de US$ 5 bilhões. O Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana, receberá ainda uma nova unidade da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com recursos no valor de R$ 4,86 bilhões.

Fonte:

Infomet / Diário do Vale
Publicação: 27/07/2011

 

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