World Cup Infrastructure Summit: Infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014

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Aconteceu em São Paulo, nos dias 21 e 22 de setembro no Blue Tree Towers Morumbi, a segunda edição do World Cup Infrastructure Summit, congresso pioneiro na abordagem de toda infraestrutura necessária para a realização da Copa do Mundo no Brasil, organizado pela empresa Viex Americas.

O congresso contou com a presença das principais entidades de regulação e controle, bem como de profissionais envolvidos na cadeia de investimento em infraestrutura para a realização da Copa 2014 e Olimpíadas 2016 para esclarecer de que forma as empresas públicas e privadas irão atender a demanda desses eventos.

world-cup-infrastructure-1Dentre os temas propostos foram discutidas iniciativas e necessidades de obras para as cidades-sede da Copa e para as Olimpíadas, financiamento e investimentos necessários bem como cases internacionais de países que já sediaram grandes eventos esportivos, aeroportos, transporte, saneamento, entre outros.

Rubens Vieira, diretor da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil falou sobre os projetos de aumento da capacidade dos aeroportos brasileiros. Eles estão sendo planejados não só para atender aos eventos da Copa e Olimpíadas, mas também para atender a demanda interna. No mês de agosto os aeroportos tiveram um incremento de 38% comparado ao mês anterior o que exemplifica o aumento natural da demanda natural do país. A demanda das aeronaves para os céus brasileiros será uma carga adicional ainda incalculável gerada por demanda externa e interna.

Outra medida que está sendo tomada pela ANAC é a aquisição de um software para medir com precisão a capacidade dos aeroportos, bem como para os passageiros avaliarem as empresas aéreas e os serviços oferecidos pelos mesmos. Trata-se do Espaço do Passageiro. Segundo Vieira, esse será um divisor de águas para os direitos dos passageiros.

O vice-presidente da ABAG – Associação Brasileira de Aviação Geral, abordou dentre outras questões sobre os investimentos que a Infraero estima fazer até a Copa de 2014. Segundo ele, a projeção de crescimento para as cidades-sede da Copa que totalizam 16 aeroportos é de 41% até 2014 e a Infraero estima gastar aproximadamente R$ 5.346,5 Mi em projetos de infraestrutura.

Para José Wilson Massa, consultor para Infraero e Aeroportos, não há mais tempo para grandes soluções. A solução adotada são os chamados MOP's, módulos operacionais. Exemplificou o caso do Aeroporto Internacional de Bruxelas que adotou a solução para a Copa de 2006 e hoje o espaço é utilizado como terminal VIP de passageiros. Além da economia de tempo proporcionada pelos MOP's que se dá devido ao uso de estruturas metálicas em sua concepção, a solução possui um fechamento especial de vidro que reduz em até 60% os ruídos da pista de pouso e decolagem, completou Massa. Para a final da Copa será esperada uma demanda intensa nos aeroportos presentes num raio de 150 km.

A empresa SAP também participou do painel que abordou a infraestrutura aeroportuária e foi representada por Cesar Mota, executivo de negócios da empresa que atua junto a instituições públicas e privadas em todo o mundo, no desenvolvimento de softwares de gestão. Segundo Mota, a empresa possui dentre outras soluções, uma específica para área da segurança pública que mostra as áreas com maiores índices de assalto, quantidade de helicópteros para atender emergências, hospitais com leitos disponíveis em dias de jogos, entre outros. Tal solução foi adotada na Eurocopa 2008 e o resultado foi muito positivo, complementa.

A questão do saneamento básico também foi colocada em pauta por Cesar Seara Junior da ABCOM, Associação Brasileira de Concessionárias Privadas de Serviço Público de Água e Esgoto. Algumas questões foram levantadas como sendo emergenciais pois a a população precisa de um serviço de qualidade com tarifas realistas que levem em conta a capacidade do usuário, visto que há casos onde os valores das mesmas ultrapassam os valores de consumo. "É preciso rever a questão do saneamento básico não somente nas cidades-sede como também em todo o país. Não somos o entrave, somos a solução", explica.

Abaixo algumas considerações feitas por Seara Júnior em sua participação:

  • Planejar e regular para universalizar os serviços de água e esgoto;
  • Usar a política para fazer saneamento e não usar o saneamento para fazer política;
  • Investir em controle e gestão operacional para viabilizar os recursos aplicados em expansão;
  • Conscientizar-se que o setor privado é um parceiro facilitador das soluções, atravéns da efetiva promoção das PPP's (Parceria Público-Privada).

O saneamento básico nas cidades-sede também foi abordado por Raul Pinho, diretor da CAB Ambiental, empresa do grupo Galvão Engenharia que levantou algumas questões sobre a precariedade do país neste quesito. O Brasil é o 9º colocado no ranking de vergonha contando com 13 milhões de habitantes sem acesso ao banheiro, segundo dados da OMS/UNICEF. Citou também que apenas metade da população brasileira tem acesso a rede de esgoto e 2/3 do mesmo é dispensando sem tratamento. Situação que precisa ser revertida o mais rápido possível não só para atender a demanda dos eventos internacionais como também a demanda interna do país. "Não adianta investir em aeroportos se a infraestrutura do saneamento e esgoto não for tratada", explica Pinho.

Fonte:

Portal Met@lica
Publicação: 23/09/2010

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