A empresa chegou a calcular as possíveis sinergias decorrentes dessa operação. "E, se a Gerdau fez contas, é porque realmente existe interesse em entrar no controle da Usiminas", diz a fonte.
A própria decisão da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de comprar participações da Usiminas em mãos do mercado teria sido uma estratégia para se proteger de potencial aproximação entre a Gerdau e a usina mineira, conforme a fonte.
Procurada, a Usiminas citou, em nota, o novo acordo de acionistas fechado pelos integrantes de seu bloco de controle, recentemente, "que vigorará até 2031 e que não contempla alterações na atual estrutura de controle da companhia". A Gerdau disse que não iria comentar o assunto. A Votorantim informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está satisfeita com sua participação no ativo Usiminas e que isso está totalmente em linha com a renovação do acordo de acionistas até 2031. Já a Camargo Corrêa não se posicionou até o fechamento desta reportagem.
Infomet / O Estado de São Paulo
Publicação: 23/03/2011