Mercado de aço brasileiro deve continuar enfraquecido, segundo analistas do Citi

O mercado de aço brasileiro deve continuar enfraquecido além do final de 2010, indo ao menos até o primeiro trimestre de 2011. O veredicto é dos analistas Alexander Hacking e Claudia Feddersen, do Citigroup, que classificam as mineradoras como mais atrativas do que as siderúrgicas no Brasil.

A dupla de analistas avaliou os dados do setor divulgados pelo IABr (Instituto Aço Brasil) referentes ao último mês de outubro, quando foi observada queda de 7% nas vendas domésticas na passagem mensal e 1% na comparação com o mesmo período de 2009.

"O aço plano continua problemático, com os estoques e as importações ambos atingindo níveis históricos de alta", dizem. Já sobre o aço longo, os analistas comentam que a diminuição das importações aparentemente se deu em função de mais cortes de preços dos produtores nacionais.

Nesse contexto, o papel preferido dos analistas do Citi no setor de aço brasileiro é a CSN (CSNA3), devido à sua exposição ao minério de ferro.

Tarifas de importação

Para a dupla, as investigações anti-dumping podem, em último momento, resultar em maiores tarifas de importação em determinados produtos de países específicos. Entretanto, as conversas sugerem que não haverá aumento generalizado da atual tarifa de 12%, ainda que haja especulações nesse sentido no mercado.

Preços

Os preços do aço longo no Brasil mantêm a tendência de queda, sugerindo ainda mais pressão das margens para a Gerdau (GGBR4) no último trimestre deste ano, segundo o Citi.

Sobre o mercado global, a percepção é que os preços continuam fracos. "As atuais margens do setor siderúrgico global são tão baixas que alguns incrementos parecem inevitáveis durante 2011", concluem.

Fonte:

Infomet / Infomoney
Publicação: 30/11/2010

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