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Usiminas aposta em prédios em aço como opção de moradia para baixa renda

Moradia popular em aço. Essa é a proposta da Usiminas frente ao programa Minha Casa, Minha Vida. E o Portal Met@lica relata para você como funciona o programa. Confira!

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Os primórdios

Para quem acha que o desenvolvimento de soluções para habitação popular só começou a partir do projeto do governo federal Minha Casa, Minha Vida, lançado em março de 2009, é preciso parar e olhar para trás. BNH, Cohab, são muitas as iniciativas que se propuseram a facilitar a compra da casa própria para a população de baixa renda. A Usiminas começou as primeiras pesquisas de soluções construtivas em aço para esse segmento já nos anos 90 e, hoje, oferece opções construtivas para atender a diferentes demandas do mercado, como o programa Minha Casa, Minha Vida.

Desafios

Lançado em março de 2009, o projeto Minha Casa, Minha Vida pretende construir um milhão de moradias populares por todo o país. Para isso, conta com o financiamento da Caixa Econômica Federal, seja para os compradores, seja para as construtoras que realizaram a obra.

O projeto facilita a compra da casa própria para famílias com renda de até dez salários mínimos. Dentro dessa faixa, há outras divisões, e dentre essas há o segmento de famílias com renda de até três salários mínimos, o grande desafio para quem vai construir, já que o orçamento é pré-fixado e a margem de lucro para a construtora costuma ser baixa.

E por que o aço?

O aço traz mais velocidade à obra, o que representa vantagem para as construtoras. Entre as vantagens da construção em aço está o baixo índice de erros durante a obra, devido à alta industrialização do processo, aumentando a rentabilidade do negócio. Além disso, todo o empreendimento – da fundação ao acabamento final do prédio – pode ficar pronto em um período de seis meses, metade do tempo normal para uma obra feita com estrutura de concreto. Nesse tipo de construção, os pilares e vigas são em estruturas de aço. 

Quem vai nessa e como funciona?

O primeiro passo para viabilizar o projeto de construção de moradia popular é verificar a demanda: pessoas com uma determinada renda com a necessidade de moradia registrada na prefeitura. A partir daí, havendo essa demanda, os próximos passos envolvem a prefeitura em si, que deve doar o terreno para a construção (com as necessidades mínimas garantidas – água, luz, esgoto), e a Caixa Econômica Federal, que retém o financiamento da construção.

Resultado acessível

O projeto Minha Casa, Minha Vida estabelece desde a metragem e características das unidades habitacionais até o valor dessas. O primeiro conjunto de prédios construído com aço fornecido pela Usiminas para o programa federal demandará 110 toneladas do material e um investimento total de R$ 4 milhões

Localizado em Volta Redonda (RJ), o conjunto será composto por seis edifícios, com quatro pavimentos cada e quatro unidades por andar, cada uma com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Os apartamentos terão uma área de 42 m2, cada. No conjunto, haverá apartamentos totalmente adaptados a cadeirantes, localizados no térreo. São apartamentos com o banheiro ampliado, e os demais ambientes reduzidos.

Os apartamentos deverão ser entregues ainda em 2010, depois de um período de obras entre seis e oito meses. A velocidade das obras é uma das principais vantagens da construção em aço.

Em Volta Redonda, a necessidade de construção de unidades habitacionais é de 2.000 residências. Tais construções viriam dar abrigo a pessoas com até três salários mínimos, que moram em área de risco. Atualmente, está prevista a construção de 96 unidades neste canteiro.

Minha Casa, Minha Vida e o déficit habitacional

O déficit habitacional brasileiro está em 5,8 milhões de moradias, foi o que anunciou o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, em março deste ano. Somado a esse déficit, há ainda o crescimento vegetativo da população, o que contribui com o aumento da marca. Para diminuir o déficit atual é preciso agir com eficiência. Além de Volta Redonda, a Usiminas também pretende participar do programa do Governo Federal em outras cidades, sempre em busca de parcerias com as prefeituras locais para o desenvolvimento dos projetos.

Pegando fogo!

Mais do que construir casas, o programa do governo federal veio para movimentar o mercado. E o investimento vai continuar, pelo menos por parte do governo federal. Uma Medida Provisória assinada pelo presidente Lula na última terça-feira, 28 de julho, aumentou o teto do subsídio para a compra de imóveis seguindo o regime especial de tributação do programa federal Minha Casa, Minha Vida. O benefício que era de R$ 60 mil subirá para R$ 75 mil. Mais combustível para incendiar o já aquecido mercado da construção civil.

Fonte:

Portal Met@lica

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