Montadoras e siderúrgicas aumentam as importações

A indústria de transformação encerrou 2010 com déficit comercial de US$ 36,9 bilhões, 125% maior que o do ano anterior, agravando uma trajetória declinante que vem desde 2005, quando o setor registrou superávit de US$ 31,9 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento. A principal causa desse resultado foi o aumento das importações.


Em 2010, montadoras e siderúrgicas galgaram posições entre as maiores importadoras do país. A Volkswagen importou US$ 1,7 bilhão, ficando em sétimo lugar no ranking, três postos acima de 2008, enquanto a Caoa, que importa os carros da coreana Hyundai, saiu da 37ª para a 8ª posição no mesmo período. O setor siderúrgico, um dos que mais reclamam da competição externa, não tinha nenhuma empresa na lista dos 20 maiores importadores em 2008. No ano passado, três usinas entraram nesse grupo, enquanto a Braskem aparece como a segunda maior importadora, com US$ 2,5 bilhões.

Os dados mostram maior pulverização do comércio exterior, com 38,7 mil empresas importadoras, 16,7% mais que em 2008.

Cresce o consumo de aço chinês no Brasil

Em função de problemas comerciais e políticos com os EUA, a China enxerga na América Latina um forte canal de escoamento de sua produção destinada à exportação. Enquanto que em 2004 as exportações chinesas para os EUA eram de 10%, em 2010 esta parcela caiu para 2%. Sobra para a América Latina, que em 2007 consumia 2,5 milhões de toneladas de aço da China, e no ano passado absorveu quase 5 milhões de toneladas, um incremento de 100% em apenas 3 anos.

Atualmente a China considera a América Latina, principalmente o Brasil, uma válvula de escape eficiente para sua produção destinada à exportação.

Fonte:

Infomet / Portos e Navios / Valor Econômico
Publicação: 21/01/2011

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