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Nível de emprego em obras de infraestrutura declina em SP

SÃO PAULO - A ausência de obras de infraestrutura e a paralisação de outras no estado de São Paulo puxou para baixo o empenho do setor da construção no país. Estudo divulgado pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que o nível de ocupação na Construção Civil no Brasil cresceu 17,06%.

No segmento Obras de Infraestrutura, ou construção pesada, o crescimento brasileiro foi de 9,35%, enquanto em São Paulo a alta foi de apenas 1%. Considerando-se apenas obras de grande porte como rodovias, ferrovias, metrôs, portos, aeroportos e saneamento, segundo uma pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), o nível de empregos no estado em 2010 caiu 5,92%.

De acordo com a FIESP, a principal diferença entre São Paulo e os demais estados está no segmento de Obras de Infraestrutura. O arrefecimento verificado no estado foi provocado pela perda de 6.200 empregos no setor de rodovias e ferrovias.

"A forte queda em Construção de Rodovias e Ferrovias demonstra que houve conclusão de obras, sem a retomada de novos projetos de investimentos do governo estadual", explicou o diretor-titular do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima. "Para os próximos meses, não se vislumbra um cenário diferente do atual, ou seja, o Brasil manterá o ritmo de crescimento de empregos, enquanto São Paulo conservará o ritmo de queda" disse.

O desaquecimento do setor também pode ser comprovado pela redução do consumo de brita – um dos principais insumos utilizados em obras pesadas de infraestrutura. Janeiro de 2011 apresentou uma queda de 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Conforme o Sindicato das Indústrias de pedra britada (Sindipedras), em 2010 a demanda pelo insumo foi de 36,5 milhões de toneladas, primeira queda desde 2005. Para este ano a previsão é ainda menor, cerca de 33 milhões de toneladas.

Fonte:

Agência CNI
Publicação: 21/02/2011

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