No segmento Obras de Infraestrutura, ou construção pesada, o crescimento brasileiro foi de 9,35%, enquanto em São Paulo a alta foi de apenas 1%. Considerando-se apenas obras de grande porte como rodovias, ferrovias, metrôs, portos, aeroportos e saneamento, segundo uma pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), o nível de empregos no estado em 2010 caiu 5,92%.
De acordo com a FIESP, a principal diferença entre São Paulo e os demais estados está no segmento de Obras de Infraestrutura. O arrefecimento verificado no estado foi provocado pela perda de 6.200 empregos no setor de rodovias e ferrovias.
"A forte queda em Construção de Rodovias e Ferrovias demonstra que houve conclusão de obras, sem a retomada de novos projetos de investimentos do governo estadual", explicou o diretor-titular do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima. "Para os próximos meses, não se vislumbra um cenário diferente do atual, ou seja, o Brasil manterá o ritmo de crescimento de empregos, enquanto São Paulo conservará o ritmo de queda" disse.
O desaquecimento do setor também pode ser comprovado pela redução do consumo de brita – um dos principais insumos utilizados em obras pesadas de infraestrutura. Janeiro de 2011 apresentou uma queda de 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Conforme o Sindicato das Indústrias de pedra britada (Sindipedras), em 2010 a demanda pelo insumo foi de 36,5 milhões de toneladas, primeira queda desde 2005. Para este ano a previsão é ainda menor, cerca de 33 milhões de toneladas.
Agência CNI
Publicação: 21/02/2011