O encerramento das operações se deveu em grande parte ao preço da energia, insumo fundamental em fundições de alumínio. Passou de US$ 60 o MWhora e tornou o custo de produção não competitivo, justificou a companhia na época.
A empresa manteve apenas a fundição de Ouro Preto (MG), que está apta a fazer 50 mil toneladas por ano. Essa fábrica utiliza 60% de energia de geração própria, com um custo bem mais em conta.
Ao todo, a empresa precisa de mais de 400 mil toneladas de matéria-prima (metal bruto) por ano, a capacidade de beneficiamento da laminação. Sua produção soma cerca de 270 mil toneladas: 200 mil de reciclagem própria, 20 mil a 25 mil feita por terceiros ("tolling") mais o metal obtido em Ouro Preto. A diferença é adquirida internamente e importada.
Além de metal bruto, a empresa também importa sucata de alumínio de latinhas para completar o suprimento da reciclagem. São cerca de 30 mil toneladas por ano, oriundas do Chile, Venezuela e outros países da América do Sul para onde exporta chapas.
No último ano fiscal, encerrado no fim de março, a Novelis América do Sul vendeu 419 mil toneladas, sendo 377 mil de produtos transformados e 42 mil de metal primário. Cerca de 80% das chapas é destinado para a fabricação de latinhas de alumínio.
A receita da empresa na região somou US$ 1,2 bilhão, 11,3% do total mundial. A Novelis Inc. é controlada pela indiana Hindalco, do grupo Adytia Birla.
Usinagem Online / Valor Online
Publicação: 18/10/2011