
A Metasa S.A iniciou sua participação no mercado de estruturas offshore através da fabricação de estruturas metálicas para os módulos de geração da Plataforma PRA-1, construído no Estaleiro Mac Laren em Niterói pela Vecto Aibel.
Na ocasião este fornecimento foi considerado como um desafio na trajetória de crescimento da Empresa, que durante sua historia buscou de forma consistente posicionar-se nos mercados considerados mais exigentes e com maior potencial de crescimento.
Algumas características técnicas diferenciam estas estruturas das demais aplicadas para obras onshore, como rastreabilidade total de juntas e materiais, ensaios de Gamagrafia (RX), níveis diferenciados de inspeção por tipo de estrutura, aços navais certificados, consumíveis aprovados pela certificadora do projeto, necessidade de certificação das estruturas pela Sociedade Classificadora ou Certificadora, entre outras.
As especificações técnicas de fabricação, construção e montagem das estruturas metálicas offshore requerem intensa interação entre as áreas de engenharia, fabricação, qualidade, construção e montagem, devido a quantidade de informações, elevada necessidade de detalhamento nos projetos de fabricação e montagem, severidade das inspeções e controle de documentos, bem como particularidades de cada projeto.
Os aços utilizados na fabricação são principalmente ASTM A131 AH36, DH36 e EH36, os quais requerem alem dos testes mecânicos normalmente realizados como, dureza, tração e dobramento, testes de charpy, ultrassom e estricção em Z (no sentido transversal a laminação). Estes testes devem ser acompanhados pela Sociedade Certificadora, a qual deve endossar o certificado de qualidade emitido pela USINA.
A soldagem é um processo que merece destaque devido a diversidade de normas e parâmetros adotados desde a qualificação dos procedimentos de soldagem (EPS), qualificação dos soldadores, elaboração das IEIS’s, rigor nas inspeções e testes realizados durante o processo e finalmente realização das juntas de produção. Em todo esse processo poderão ser consideradas normas da Petrobras, AWS D1.1 e normas da Sociedade Certificadora, devendo uma ser mandatória sobre as demais, mas sem desconsiderá-las, esta definição normalmente deve partir da Sociedade Certificadora da Plataforma.
Com a elevação da demanda por projetos de plataformas offshore no Brasil, fomentado pelas recentes descobertas de óleo e gás em nosso litoral, percebe-se uma tendência de internacionalização. Esta mudança é provocada, pois alguns projetos estão sendo desenvolvidos considerando especificações de padrão mundial em detrimento a alguns requisitos tradicionalmente adotados pelos projetos desenvolvidos pela Petrobras no Brasil, exemplos disto são a P-57 e P-55.
O projeto da Plataforma P57 foi desenvolvido pela Petrobras em parceria com a GUSTO, tendo como objetivos absorver o conceito de projeto da GUSTO, considerando padrões internacionais de projeto e fabricação e simplificar as especificações principalmente, ao que tange as estruturas metálicas, de inspeção, fiscalização da própria Petrobras e redução de peso.
