A informação está na reportagem de Sérgio Rangel, publicada neste domingo pela Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
De acordo com a última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o setor emprega 2,79% de mulheres.
"Nunca tinha entrado numa obra. Queria ganhar um trabalho de carteira assinada e consegui. O sacrifício valeu a pena", conta a ex-manicure Jéssica Fidélis.
O Mineirão é o recordista na mão de obra feminina. No canteiro do estádio, 102 mulheres trabalham ao lado de 958 homens. Lá, elas já representam quase 10% da força de trabalho --9,62%.
Engenheira da obra do Mineirão, Christiana Mascarenhas, 42, acredita que o aumento da mão de obra feminina na construção civil nos últimos anos "rompe com o machismo".
A opinião é compartilhada pela técnica em segurança do trabalho Graciana Coutinho, 33, diz que a sua área "já foi tomada pelas mulheres".
O canteiro do Mineirão tem mulheres de quase todas as faixas etárias. A passadeira aposentada Maria do Carmo Teixeira, 67, começou há uma semana.
O Documento / Folha Online
Publicação: 14/08/2011