A Camargo Corrêa afirmou que a transação faz parte de uma "reorientação estratégica", cuja finalidade é direcionar os investimentos do grupo para negócios em infraestrutura. Ao vender sua participação na Usiminas, a empresa deixou de atuar no setor siderúrgico. O grupo Votorantim informou que vai concentrar investimentos nas áreas de cimento, metais, aços longos, celulose e suco de laranja.
Na opinião de analistas do Morgan Stanley, os argentinos pagaram caro pelas ações da Usiminas. Dona de empresas que faturaram no ano passado US$ 19 bilhões, a Techint é o maior conglomerado argentino privado e vive uma fase de distensão em sua relação conflituosa com a presidente Cristina Kirchner - que em abril determinou que o governo passaria a ter diretores em empresas com capital de fundos de pensão estatizados em 2008. É o caso da Siderar, companhia do grupo argentino. O controlador, Paolo Rocca, rejeitou a decisão, e a crise explodiu. Ele só aceitou a nomeação de três diretores em julho.
Valor Econômico
Publicação: 29/11/2011