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Oxicorte: Equipamentos de Corte e Técnicas - Página 3

Oxicorte Técnicas do Processo

Execução do Oxicorte

No processo de corte, a chama oxiacetilênica tem a função de aquecimento do metal, sua combustão processa-se em dois estágios, num primeiro estágio o Oxigênio utilizado provem do cilindro, onde 2C2H2 + 2O2 Þ 4CO + 2H2, no segundo estágio é aproveitado o Oxigênio do ar ambiente, sendo 4CO + 2H2 + 3O2 Þ 4CO2 + 2H2O.

A regulagem da chama é neutra, regula-se o maçarico com o jato de Oxigênio de corte aberto, fechando-o logo em seguida.

Inicia-se o aquecimento da região a ser cortada por uma borda, quando esta estiver a uma temperatura conveniente abre-se o Oxigênio de corte deslocando-se a chama, iniciando-se assim o processo.

Verificações Antes do Corte

Na execução do Oxicorte manual as verificações principais encontram-se no estado do maçarico, bicos e mangueiras, uma vez que este tipo de corte não permite grande precisão na velocidade de corte, distância bico/peça e outros.

Para o corte automatizado, algumas verificações devem ser feitas antes da operação afim de assegurar a qualidade e repetitividade do corte.

A figura a seguir mostra estas verificações:
 

  • A chapa: Deve estar nivelada sobre a mesa, esta verificação é feita com o auxílio de um nível.
  • O maçarico: Deverá estar perpendicular a chapa, excetuando-se cortes especiais inclinados.
  • O bico: A distância correta do bico/peça tem grande influência na qualidade de corte, as tabelas dos fabricantes mostram quais as distâncias corretas para cada tipo de bico e espessura da chapa.

Dilatações e Contrações

Qualquer material submetido a variações térmicas está sujeito a sofrer dilatações.

Nos processos de corte e soldagem as dilatações são pontuais e causam deformações, uma vez que as regiões adjacentes ao corte estão frias servindo como um vínculo mecânico, isto é durante o corte não há uma deformação homogênea da peça, e quando esta se resfria as partes que sofreram dilatação se contraem, provocando o aumento da tensão residual e deformação da peça.

Este efeito deve ser considerado na hora da elaboração do procedimento de corte, quanto a seqüência e regiões da chapa a retirar as peças.

Abaixo alguns exemplos de procedimento correto de corte.

SEQUÊNCIA DE CORTECERTOERRADO
Em cortes paralelos, certificar-se que os mesmos estão sendo realizados simetricamente para distribuição simétrica do calor.

Em peças com furos internos, cortar primeiro os furos internos, depois os externos.

 

As áreas expostas ao maior calor devem estar localizadas o mais próximo possível das extremidades da chapa.

oxicorte_eq_corte_tecnicas10

Para garantir que a peça não se mova na mesa de corte, a peça deverá permanecer presa as porções centrais da chapa tento quanto possível

P = ponto de perfuração. Começar o corte no X e não no Y 

Defeitos de Corte

Em um corte de boa qualidade a superfície é lisa e regular, e as linhas de desvio são quase verticais. A escória, aderida a parte inferior do corte pode facilmente ser removida.

A seguir são mostrados os defeitos mais comuns em Oxicorte, suas prováveis causas e soluções.

Ondulações Profundas

DefeitoDetalheCausas
Goivagem na borda superiorVelocidade de corte excessiva
Bico sujo ou danificado
Goivagem na borda inferiorVelocidade de corte excessiva
Bico sujo ou danificado
Superfície de corte côncavaVelocidade de corte excessiva
Bico sujo ou danificado
Baixa pressão de O2 de corte
Superfície de corte côncavaVelocidade de corte excessiva
Bico sujo ou danificado
Baixa pressão de O2 de corte
Fusão da borda superiorBaixa velocidade de corte
Pouca ou muita distancia do bico à peça
Bico muito grande
Chama de pré-aquecimento excessiva
Gotas fundidas na borda superior
Pouca distancia do bico à peça
Chama de pré-aquecimento excessiva
Carepas ou ferrugem na superfície da chapa
Borda superior goivada com escóriaDistância excessiva do bico à peça
Chama de pré-aquecimento em excesso
Pressão do O2 de corte excessivamente alta
Borda inferior arredondadaPressão do O2 de corte
excessivamente alta
Bico sujo ou danificado
Velocidade de corte excessiva
Entalhe na superfície inferior de corteBico sujo ou danificado
Baixa velocidade de corte
ondulações profundasAlta velocidade de corte
Velocidade de corte desigual
Pouca distância bico/peça
Chama de pré aquecimento muito forte
Grandes ondulações desiguaisAlta velocidade de corte
Velocidade de corte desigual
Chama de pré aquecimento muito fraca
Corte incompletoVelocidade de corte excessiva
Distância bico/peça muito grande
Bico sujo ou danificado
Chama de pré aquecimento muito fraca
Retrocesso no bico e maçarico
Carepas ou ferrugem na
superfície da chapa
Chapa com inclusão de escória
Escória aderente na borda inferiorCarepas ou ferrugem na
superfície da chapa
Bico muito pequeno
Chama de pré aquecimento muito fraca
Alta ou baixa velocidade de corte
Distância excessiva do bico/peça
Baixa pressão do O2 de corte

 



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